Domingo, 10 de maio de 2026
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A pesquisadora Juliana Marques do Nascimento lança o livro Guerrilheiras – Memórias da ditadura e militância feminina, que analisa biografias de duas figuras emblemáticas da luta feminina contra a ditadura: a ex-presidente Dilma Rousseff e a ex-militante de esquerda Iara Iavelberg. A obra está em pré-venda no site da Alameda Editorial (R$ 64, 266 pgs.).

Os livros analisados por Nascimento são Iara: reportagem biográfica, escrita em 1992 pela jornalista Judith Patarra, e A vida quer é coragem: a trajetória de Dilma Rousseff, escrito por Ricardo Batista Amaral, publicado em 2011, logo no início do primeiro mandato presidencial de Dilma.

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A análise da pesquisadora, mestra em história pela UFF e membro do Núcleo de Estudos Contemporâneos (NEC UFF), parte de algumas questões: 1. Quem são os autores? 2. Quais condições cercaram os processos de escrita de cada um? 3. Em que contextos escreveram? 4. Por que escreveram? 5. E por que cada um escolheu a sua respectiva biografada?

Além disso, Nascimento, que dedica sua trajetória acadêmica à história das mulheres e à do tempo presente, tenta entender quem são as biografadas e como a visão dos autores dessas obras moldou o relato da trajetória de Rousseff e Iavelberg. A pesquisadora também analisa como as visões de gênero de Patarra e Batista Amaram condicionaram a construção das biografias.

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Tanto Rousseff, quanto Iavelberg são figuras importantes do imaginário coletivo da esquerda: a primeira, por ter sido presidente e sofrido um impeachment no meio de seu segundo mandato; a última, por ter morrido após um cerco das forças de repressão em 1971 em Salvador. O governo disse, na época, que a militante havia se matado, mas um laudo feito em 2003 concluiu que essa hipótese era “improvável”.

Pesquisadora Juliana Marques do Nascimento analisa livros sobre as duas militantes, figuras emblemáticas no combate à ditadura

Reprodução

‘Guerrilheiras’ revisita biografias de Dilma Rousseff e Iara Iavelberg