Terça-feira, 12 de maio de 2026
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Inspirados pela ativista sueca Greta Thunberg, mais de 1 milhão de jovens saíram às ruas de mais de 160 cidades da Itália nesta sexta-feira (27/09) para a terceira greve global de estudantes em defesa do meio ambiente. O balanço é do braço italiano do Fridays for Future (Sextas-Feiras pelo Futuro), movimento liderado por Thunberg e que reúne estudantes do mundo inteiro.

A manifestação dá sequência às paralisações realizadas em 15 de março e 24 de maio e encerra uma semana dedicada a mobilizações pelo clima. Apenas na capital Roma, maior cidade do país, 200 mil pessoas participaram do protesto. Em Milão, foram 150 mil.

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“Alguma coisa mudou no último verão, há mais consciência”, afirmou Miriam Martinelli, líder da manifestação na capital da Lombardia e apelidada por jornais locais de “Greta italiana”.

Em Nápoles, Florença e Turim, os atos reuniram, respectivamente, 80 mil, 50 mil e 20 mil jovens. Cidades como Palermo, Bari, Gênova, Pescara, Bolonha, Bolzano, Cagliari, Trento e Trieste também registraram protestos.

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Os estudantes levantaram cartazes e gritaram palavras de ordem pedindo ações mais eficazes contra as mudanças climáticas. Também não faltaram apelos pela proteção da Amazônia, que sofre com o aumento do número de queimadas. “Se os adultos não fazem seu dever, então cabe a nós fazê-lo”, disse um manifestante em Turim.

Em Bari, os jovens quiseram imprimir uma marca local aos protestos e deram mais atenção a problemas que afetam diretamente a comunidade em que vivem, como a poluição atribuída a uma siderúrgica na vizinha Taranto ou a contaminação de oliveiras – um dos pilares da economia da Puglia – pela bactéria Xylella fastidiosa.

“Precisávamos nos relacionar com nossa realidade, buscando soluções simples, mas viáveis. Era importante que o cidadão não dissesse: 'Olha, lá vem aqueles que falam de urso polar e geleiras”, explicou à ANSA a ativista Giorgia Mira.

Segundo uma pesquisa divulgada nesta sexta-feira pelo instituto Piepoli, 71% dos italianos apoiam o movimento estudantil em defesa do clima. Os jovens reivindicam a neutralidade das emissões de CO2 na Itália até 2030 e no mundo até 2050, uma transição energética para fontes renováveis e a defesa da ciência, questionada por negacionistas do aquecimento global mundo afora.

Manifestação dá sequência às paralisações realizadas em 15 de março e 24 de maio e encerra uma semana dedicada a mobilizações pelo clima

Wikicommons

Manifestação dá sequência às paralisações realizadas em 15 de março e 24 de maio e encerra uma semana dedicada a mobilizações pelo clima

Mundo

Além da Itália, estão previstos para esta sexta milhares de eventos em pelo menos 150 países do mundo. O movimento Fridays for Future acredita que essa é a maior manifestação pelo meio ambiente em toda a história.

Na Nova Zelândia, que inaugurou a jornada de protestos, as ruas de Wellington e Auckland foram tomadas por jovens ambientalistas. Ao todo, mais de 170 mil pessoas participaram dos atos no país, o que equivale a 3,5% da população neozelandesa.

“Boa sorte a todos os grevistas ao redor do mundo. A mudança está chegando”, disse Thunberg no Twitter. A jovem sueca, que participou nesta semana de uma reunião sobre clima na ONU, liderará uma manifestação em Montreal, no Canadá.