Domingo, 10 de maio de 2026
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Cinco incêndios florestais simultâneos voltaram a cobrir a capital do Equador de fumaça e cinzas na noite de terça-feira (24/09), deixando a cidade de Quito em “situação crítica”. Mais de 100 famílias tiveram de abandonar suas casas de maneira preventiva.

“Temos pelo menos cinco focos de incêndio”, declarou o prefeito de Quito, Pabel Muñoz, no X, descrevendo a situação atual como “crítica”. Ele afirmou que o combate às chamas “não vai terminar nas próximas horas e certamente continuará durante toda a noite”.

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Em entrevista coletiva, Muñoz destacou também que mais de 100 famílias foram retiradas de suas casas por razões preventivas, mas não especificou a dimensão dos danos. Dois bombeiros ficaram feridos. Três helicópteros militares e do Corpo de Bombeiros trabalhavam no combate às chamas.

O Ministério da Educação determinou que as aulas sejam ministradas de forma remota nesta quarta-feira (25/09) em toda a região metropolitana de Quito, devido à má qualidade do ar. Alguns funcionários públicos também vão trabalhar de casa.

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No bairro residencial de Bellavista, vizinhos formavam correntes humanas para passar baldes com água. “Molhe a calçada, para que o fogo não aumente!”, gritavam, enquanto idosos recebiam ajuda de policiais e soldados para deixar suas casas.

O presidente do Equador, Daniel Noboa, mobilizou as Forças Armadas e anunciou, em Nova York, que cancelou seus compromissos na cidade para retornar a Quito.

“Vivemos a pior conjuntura climática em décadas, o que exige decisões urgentes em todos os níveis de governo”, publicou no X, alertando que os responsáveis serão processados por “terrorismo” caso a origem do fogo seja criminosa.

Reprodução/X/Ejército Ecuatoriano
Militares atendem a chamado de emergência por incêndio florestal em Guápulo

Moradores relataram a queda de cinzas em áreas do norte da cidade e no centro histórico, que faz parte do Patrimônio Cultural da Humanidade e abriga as sedes dos governos federal e municipal.

Há três semanas, quatro incêndios florestais cobriram de fumaça e cinzas vários setores da capital e seus arredores, sem afetar as operações no aeroporto.

O Equador enfrenta a pior seca em seis décadas, que resultou em incêndios florestais, afetou o fornecimento de água e a produção agrícola e levou ao racionamento de energia.

Devido ao fogo, a cidade de Quito anunciou o fechamento de uma via estratégica que liga o norte ao sul da capital. Os incêndios geraram caos no trânsito, agravado por apagões que afetaram os semáforos.