Domingo, 10 de maio de 2026
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O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, afirmou nesta terça-feira (17/12) que seu país não tem forças suficientes para reconquistar Donbass e a Crimeia por meios militares contra a Rússia.

“Estes territórios são agora controlados pelos russos. Não temos forças para reconquistá-los”, admitiu o mandatário durante uma entrevista ao jornal Le Parisien, relatada pela agência RBC-Ukraine.

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Zelensky ainda afirmou que, nesta conjuntura, seu país “só pode contar com a pressão diplomática da comunidade internacional” pelas negociações.

Apesar da declaração do presidente ucraniano, o secretário-geral da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), Mark Rutte, rejeitou que a Ucrânia precise de “ideias sobre paz”, em meio ao conflito que caminha para três anos de duração.

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“A Ucrânia precisa de menos ideias sobre como organizar o processo de paz e de mais ajuda militar, para garantir que quando decidir abrir negociações esteja em uma posição de força”, declarou o holandês durante uma reunião em Bruxelas.

Contudo, as baixas da Ucrânia durante todo o conflito dizem o contrário. Desde o início da guerra na Ucrânia, em fevereiro de 2022, o Exército de Kiev perdeu cerca de um milhão de militares, entre mortos e feridos, e cerca de 20 mil tanques e veículos blindados, declarou nesta quarta-feira (18/12) o chefe do Estado-Maior das Forças Armadas da Rússia, Valery Gerasimov.

“A perdas do adversário desde o início da operação militar especial são de cerca de um milhão de homens entre mortos e feridos, aproximadamente 20.000 mil tanques e veículos blindados, mais de 19.500 peças de artilharia de campanha e mais de 1.500 lançadores múltiplos de foguetes”, detalhou Gerasimov em uma reunião com militares de outros países.

Localizada no Mar Negro, a Crimeia foi anexada pelas tropas russas no início do conflito separatista que atingiu a Ucrânia entre o fim de 2013 e começo de 2014. Além da anexação da área, Moscou também treinou e enviou dinheiro e armamentos para os grupos separatistas da região do Donbass, foco do conflito atual.

(*) Com Ansa, Sputnik e TASS