Domingo, 10 de maio de 2026
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As recentes declarações do presidente francês, Emmanuel Macron, sobre o possível envio de tropas ocidentais para a Ucrânia perturbaram os Estados Unidos, informou a rede de televisão norte-americana Bloomberg nesta quarta-feira (27/03).

“Seu polêmico comentário lhe rendeu uma recriminação imediata e muito pública do chanceler alemão Olaf Scholz, e enfureceu as autoridades dos EUA que afirmam, em particular, que tal medida poderia até fomentar um confronto com Moscou”, escreveu a agência.

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Autoridades ocidentais ​​notaram que as palavras de Macron “não foram muito inteligentes do ponto de vista da segurança operacional”, uma vez que “vários países já têm discretamente algum pessoal na Ucrânia”, acrescentou ainda.

Segundo a Bloomberg, “nem todos os aliados de Macron estão convencidos de que ele é o melhor defensor dos interesses dos seus interesses”.

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Nem todos os aliados de Macron estão convencidos de que ele é o melhor defensor dos seus interesses

A agência ainda indica, citando dados do Instituto Kiel, que desde o início do conflito, “a França tem estado muito atrás dos seus aliados em termos de ajuda global enviada à Ucrânia”. E detalha que Paris prometeu a Kiev menos de 2 bilhões de euros, em comparação com os 22 bilhões de Berlim.

“Esta é uma grande discrepância, embora o governo francês afirme que estes números não levam em conta o impacto desproporcional que as suas armas modernas tiveram no campo de batalha”, diz o artigo.

No final de fevereiro, Macron sustentou que o envio de tropas ocidentais para a Ucrânia não deveria ser descartado, gerando polêmica na União Europeia. O Kremlin alertou que se o Ocidente enviar as suas forças militares para a zona de conflito, um confronto direto entre a Rússia e a Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) não poderá ser evitado.

(*) Com Rt en español