Segunda-feira, 11 de maio de 2026
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O Centro de Memória do Holocausto Yad Vashem, em Jerusalém, criticou nesta terça-feira (31/10) a delegação israelense nas Nações Unidas por usar estrelas amarelas, um símbolo da perseguição nazista aos judeus, durante uma reunião do Conselho de Segurança.

Na reunião do Conselho de Segurança da ONU para a discussão da guerra entre Israel e o grupo palestino Hamas desta segunda-feira (30/10), o embaixador de Israel na ONU, Gilad Erdan, e outros delegados colocaram as estrelas amarelas em suas roupas com as palavras “nunca mais” escritas.

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“Lamentamos ver os membros da delegação israelense na ONU usando um distintivo amarelo. Este ato desonra tanto as vítimas do Holocausto como o Estado de Israel. A mancha amarela simboliza o desamparo do povo judeu e o fato de estar à mercê dos outros. Hoje temos um país independente e um Exército forte. Somos donos do nosso destino. Hoje colocamos uma bandeira azul e branca na lapela, não uma mancha amarela”, afirmou Dani Dayan, presidente da organização, por meio das redes sociais. 

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Símbolo faz referência a perseguição nazista aos judeus, não à soberania de Israel, defende aliado de Netanyahu, presidente do Centro de Memória do Holocausto Yad Vashem

Amichai Stein/Twitter

Embaixador de Israel na ONU, Gilad Erdan, e outros delegados colocaram as estrelas amarelas em suas roupas com as palavras "nunca mais"

A crítica de Dayan decorre dos nazistas terem forçado os judeus na Alemanha e em alguns países europeus ocupados durante a Segunda Guerra Mundial a usarem estrelas amarelas em suas roupas, como parte de um programa de perseguição que culminou no Holocausto, no qual seis milhões de judeus foram assassinados.

Apesar da crítica, Dayan não é antissionista, mas sim influente no governo do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu. 

Em 2015, por exemplo, atual presidente do Centro de Memória do Holocausto Yad Vashem foi nomeado pelo premiê para ser o embaixador de Israel no Brasil, mas a indicação gerou revoltas dos movimentos sociais brasileiros que questionaram a nomeação o acusando de violar o direito internacional nas comunidades palestinas devido a sua opinião e ações a favor dos assentamentos israelenses na Cisjordânia.

(*) Com Sputniknews