Quarta-feira, 13 de maio de 2026
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O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, discursou nesta quarta-feira (24/07) ao Congresso dos Estados Unidos em busca de reforçar o apoio norte-americano ao massacre que ocorre na Faixa de Gaza. A visita e consequente fala do premiê foram alvo de diversos protestos, incluindo de parlamentares.

A única deputada palestina-americana da Câmara de Representantes, Rashida Tlaib, manifestou seu repúdio ao primeiro-ministro, assim como à ofensiva de Israel em Gaza, que já vitimou mais de 39 mil civis desde outubro de 2023.

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Usando um Keffiyeh, lenço axadrezado usado na cabeça ou ao pescoço, que se tornou um símbolo da luta palestina, a parlamentar permaneceu sentada durante todo o discurso, segurando um placa que de um lado dizia “criminoso de guerra” e do outro “culpado por genocídio“.

Nas redes sociais, Tlaib prestou solidariedade a todos que estão protestando e “exercendo seu direito à dissidência”, e afirmou que “nunca” irá desistir de “falar a verdade ao poder”. A congressista ainda corroborou sua acusação de que está ocorrendo um genocídio em Gaza, mas que os palestinos “não serão apagados”.

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“Nunca desistirei de falar a verdade ao poder. O governo de apartheid de Israel está cometendo um genocídio contra os palestinos. Os palestinos não serão apagados. Solidariedade com todos aqueles que estão fora desses muros, nas ruas, protestando e exercendo seu direito à dissidência”, disse.

A manifestação de Tlaib não foi a única. Segundo o jornal britânico The Guardian, o líder democrata no Senado, Chuck Schumer, se recusou a cumprimentar Netanyahu. Em outras ocasiões, o senador já pediu inclusive que Tel Aviv realize novas eleições para substituir o premiê.

Dezenas de democratas também planejaram manifestações de rechaço ao primeiro-ministro, como boicotar o discurso. De acordo com reportagem da Axios, cerca de metade dos deputados e senadores do partido (que possui 264 parlamentares atualmente) optaram por pular a fala de Netanyahu, número provavelmente maior do que os 58 que o evitaram há nove anos, quando Barack Obama ainda estava na Casa Branca.

Reprodução / @RashidaTlaib
A parlamentar palestina-americana Rashida Tlaib segurou uma placa chamando Netanyahu de ‘culpado por genocídio’

Benjamin Netanyahu nos EUA

O premiê israelense iniciou na segunda-feira (22/07) uma visita aos Estados Unidos com o propósito de angariar mais apoio e se reunir com lideranças do país.

No Congresso, Netanyahu disse que a vitória de Israel nesta ofensiva em Gaza irá terminar somente quando as forças militares israelenses destruírem o grupo palestino Hamas e recuperar todos os reféns que ainda estão no enclave.

Porém, o premiê não apresentou durante sua fala um possível plano para recuperar os civis, tampouco para um cessar-fogo com o Hamas, apenas citou que esforços “intensivos” estão em andamento em nome dos reféns.

Netanyahu deve se encontrar com Joe Biden e Kamala Harris na quinta-feira (25/07). A conversa com o presidente e sua vice tem a possibilidade de iniciar as negociações para um cessar-fogo em Gaza e para a liberação de reféns.

Antes de ir embora, o primeiro-ministro também deve se reunir com o ex-presidente Donald Trump, na residência do líder republicano, em Mar-a-Lago, na Flórida. De acordo com o site Politico, o encontro foi proposto pelo próprio mandatário israelense.