Quinta-feira, 14 de maio de 2026
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O bombardeio iniciado nesta segunda-feira (06/05) pelas Forças Armadas de Israel à cidade de Rafah, no sul da Faixa de Gaza, provocou a indignação do deputado Ofer Cassif, membro do Parlamento israelense, representante da coalizão Hadash, liderada pelo Partido Comunista.

Em mensagem publicada em suas redes sociais, o parlamentar começou descrevendo o cenário que se vive em Rafah com o início da nova ofensiva militar israelense.

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“Tanques e infantaria ingressam em Rafah pelo leste, enquanto aviões bombardeiam a cidade pelos ares. Isso acontece poucas horas depois de o Hamas anunciar sua decisão de aceitar o acordo de intercâmbio de reféns/prisioneiros”, relatou Cassif.

Em seguida, o deputado comunista comentou a situação, a partir de uma pergunta: “Por quê (Israel faz isso)? Porque para o governo israelense, matar palestinos é mais importante que salvar os israelenses”. A frase que completa o comentário do parlamentar é uma referência aos cidadãos israelenses que estão mantidos como reféns do Hamas desde 7 de outubro.

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Wikimedia Commons
Deputado comunista Ofer Cassif denunciou contradições do governo de Israel em meio à negociação por um cessar-fogo em Gaza

Se estima que o grupo de resistência palestino ainda mantém cerca de 90 prisioneiros sob sua custódia. Parte desse grupo seria incluída em um acordo de cessar-fogo no qual tanto o Hamas quanto o Estado de Israel libertariam uma certa quantidade de prisioneiros.

Como disse Cassif em sua mensagem, o Hamas aceitou os termos do acordo alcançado sob mediação de Egito, Catar e dos Estados Unidos, e anunciou essa decisão na manhã desta mesma segunda-feira.

O bombardeiro e ataque terrestre das forças de Israel contra Rafah tiveram seu início no final da tarde, portanto, horas depois da declaração oficial do Hamas, quando os representantes do governo sionista já tinham conhecimento da posição do grupo palestino a respeito do acordo de cessar-fogo.

Ao finalizar sua mensagem, Cassif qualificou os representantes do governo de Israel como “criminosos de guerra”.