Terça-feira, 27 de janeiro de 2026
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A Aliança Bolivariana para os Povos da Nossa América (ALBA) lançou nesta quinta-feira (17/07) o Grupo Amigos de Haia, coalizão internacional formada por organizações sociais em apoio ao bloco de países formado para discutir medidas concretas contra  o genocídio promovido por Israel na Faixa de Gaza.

A plataforma foi lançada no âmbito da Reunião Emergencial do Grupo de Haia, realizada em Bogotá, capital da Colômbia, entre a última terça (15/07) e quarta-feira (16/07), onde cerca de 30 países se reuniram para elaborar um roteiro jurídico e diplomático em defesa da Palestina, promovendo ações em organismos como o Tribunal Penal Internacional (TPI) e a Corte Internacional de Justiça (CIJ).

Neste contexto, a ALBA, que reúne centenas de movimentos camponeses, indígenas, feministas, sindicais e juvenis em toda a América Latina, apresentou o Grupo Amigos de Haia como uma ferramenta para destacar, apoiar e fortalecer os esforços diplomáticos em andamento contra Israel.

“Não basta condenar o genocídio: é urgente organizar uma defesa ativa e popular do direito internacional com o povo”, disse o movimento durante o evento.

O Grupo Amigos de Haia tem como objetivo atuar como uma estrutura internacional de apoio técnico, de comunicação, jurídico e político para os Estados e organizações que compõem o grupo de países original.

“Grupo Amigos de Haia” é formado por organizações sociais de vários lugares do mundo
ALBA Movimientos/X

Amjad Shawa, diretor-Geral da Rede Palestina de Organizações Não Governamentais (PNGO) participou do lançamento. “Estou falando da Cidade de Gaza. Gaza, que está praticamente destruída, que foi transformada em milhões de toneladas de escombros, que perdeu 58 mil crianças, mulheres, homens e idosos, além dos 10 mil soterrados nos entulhos”, relatou.

“A única coisa que estamos pedindo é para que não critiquem os direitos humanos e o direito internacional. Para todos ao redor do mundo: nós precisamos do seu posicionamento, mas também de ações para salvar as vidas e o futuro, não apenas de Gaza, mas da humanidade”, declarou Shawa.

Já Rawa Alsagheer, coordenadora da Rede Samidoun de Solidariedade aos Prisioneiros Palestinos, defendeu que “essa não é uma luta pela libertação da Palestina, mas pela libertação do mundo”.

“Lutamos por todos que são oprimidos pelo mesmo regime de colonialismo que os palestinos enfrentam há mais de 100 anos”, acrescentou.

O Grupo de Haia foi criado em janeiro passado por iniciativa de oito países do Sul Global: Colômbia, África do Sul, Bolívia, Cuba, Honduras, Malásia, Namíbia e Senegal. Na cúpula de Bogotá, os países aprovaram medidas contra as ações de Israel nos territórios palestinos.

Entre as principais medidas acordadas estão: a proibição total da exportação e do trânsito de armas, munições e combustível para uso militar para Israel; o bloqueio de navios militares envolvidos na agressão, com a retirada das bandeiras nacionais dos navios cúmplices; a revisão e possível suspensão de contratos públicos que mantêm laços econômicos com empresas ou instituições envolvidas na ocupação; e ações sob o princípio da jurisdição universal — que permite que tribunais nacionais julguem os autores de crimes internacionais cometidos em território palestino, independentemente de sua nacionalidade ou do local onde os crimes ocorreram.

(*) Com TeleSUR