Quarta-feira, 13 de maio de 2026
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A coordenadora da ajuda humanitária da ONU na Faixa de Gaza, Sigrid Kaag, afirmou nesta terça-feira (02/07) que há 1,9 milhão de pessoas desalojadas no território palestino, o que corresponde a 80% da população.

Kaag disse ao Conselho de Segurança da ONU que “palestinos civis em Gaza foram jogados em um abismo de sofrimento; seus lares foram despedaçados e suas vidas viradas do avesso”. “Mais de um milhão de pessoas foram mais uma vez deslocadas, desesperadamente em busca de abrigo e segurança, sendo que 1,9 milhão de estão agora deslocadas ao longo de Gaza.”

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“Estou profundamente preocupada com os relatos de novas ordens de evacuação na área de Khan Yunis”, afirmou, se referindo à cidade no sul de Gaza, próxima a Rafah, onde as forças israelenses realizam operações contra o Hamas em meio à população civil e aos refugiados de outras partes da Faixa de Gaza, que buscavam abrigo na região, próxima à fronteira com o Egito.

Campanha ‘Free Palestina’

A ONU estima que até 250 mil pessoas estejam sendo afetadas pela nova ordem das Forças de Defesa Israelenses (IDF) para que a população deixe partes de Khan Yunis e de Rafah.

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“Turbilhão de miséria humana”

“A guerra não apenas criou a mais profunda das crises humanitárias, mas desencadeou um turbilhão de miséria humana”, disse Kaag. Ela criticou os limites impostos ao acesso de ajuda humanitária e ressaltou a necessidade da reabertura dos postos de fronteira entre Gaza e o Egito.

A holandesa pediu que a comunidade internacional faça mais para financiar os esforços das entidades que prestam ajuda à população.

Ali Jadallah/Anadolu/picture alliance
ONU estima que 250 mil pessoas sejam afetadas pela ordem israelense de evacuação de partes de Khan Yunis e de Rafah

O porta-voz do secretário-geral da ONU, António Guterres, afirmou nesta terça-feira que as “ordens de evacuação de uma área de 117 quilômetros quadrados entre Khan Yunis e Rafah afetam um terço do território da Faixa de Gaza, sendo a maior ordem desse tipo desde outubro do ano passado.

“Uma evacuação em escala tão massiva irá apenas aumentar o sofrimento dos civis”, afirmou o porta-voz Stephane Dujarric.

O ataque sem precedentes do Hamas em 7 de outubro de 2023 resultou em cerca de 1.200 mortes, além do sequestro de 251 pessoas; das quais 116 ainda estão em Gaza, incluindo 42 que, segundo as IDF, estariam mortas.

Já o massacre israelense no enclave matou quase 38 mil palestinos, na maioria civis, segundo o Ministério da Saúde de Gaza.