Sábado, 28 de março de 2026
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Em um pronunciamento realizado na manhã deste domingo (22/09), o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, prometeu que o país irá reagir “com dureza” ao ataque aéreo lançado pelo grupo xiita Hezbollah horas antes, na madrugada deste mesmo domingo, que atingiu localidades no norte do território israelense, como Haifa e Nazaré.

Segundo Netanyahu, as Forças Armadas de Israel (IDF, por sua sigla em inglês) estão sendo instruídas a enviar uma retaliação contra o território do Líbano nos próximos dias.

“[O Hezbollah] entenderá a mensagem”, afirmou o premiê israelense, em discurso que foi transmitido em rede nacional para todo o país.

O pronunciamento de Netanyahu ocorreu horas depois de um ataque aéreo massivo contra cidades da região norte de Israel lançado pelo Hezbollah durante a madrugada.

A ação, descrita pelo jornal The Times of Israel como “o maior ataque com mísseis contra Israel lançado desde o território do Líbano”, teria sido uma retaliação aos ataques realizados por Tel Aviv durante esta mesma semana.

Governo de Israel
Em pronunciamento, Netanyahu fez alusão a ataques promovidos por Israel contra o Hezbollah durante a semana, mas não especificou se era uma referência à série de explosão em pagers registrada na terça e na quarta-feira (17 e 18/09)

Minutos antes, no mesmo discurso, Netanyahu se gabou ao dizer que “nos últimos dias, atingimos o Hezbollah com uma série de ataques que o grupo não imaginava”.

A declaração não inclui uma referência clara à série de explosões em pagers e outros dispositivos eletrônicos registradas no Líbano entre terça e quarta-feira (17 e 18/09), que mataram 37 pessoas e deixaram milhares de feridos, incluindo alguns líderes do Hezbollah. Se o fizesse, seria o primeiro reconhecimento por parte de uma autoridade israelense sobre a autoria da operação que elevou as tensões entre Tel Aviv e o grupo xiita.

Em outro momento do pronunciamento, Netanyahu afirmou que “estamos determinados a devolver nossos residentes [deslocados do norte] em segurança para suas casas”.

“Nenhum país pode tolerar disparos [de mísseis] contra civis, contra suas cidades. O Estado de Israel também não pode tolerar isso”, acrescentou o premiê.

 

Com informações de The Times of Israel e Al Jazeera.