Domingo, 10 de maio de 2026
APOIE
Menu

Apesar da celebração de Natal, os aviões de guerra e a artilharia israelenses concentraram os seus ataques em Gaza. Na véspera, (24/12) o Ministério da Saúde palestino denunciou que cerca de 70 pessoas morreram e dezenas ficaram feridas nos bombardeios israelenses contra o campo de Al Maghazi, no centro da Faixa de Gaza. 

O porta-voz do Ministério da Saúde, Ashraf al Qudra, afirmou que o ataque israelense 'destruiu várias casas' e alertou que o número de vítimas pode aumentar, dado o grande número de famílias que residem na zona.

Tudo que a grande mídia não mostra, do seu jeito.

Ícone Newsletter

Newsletter

Notícias internacionais, com análise crítica e independente. Sem filtros.
Ícone WhatsApp

Canal do WhatsApp

O mundo em movimento direto no seu celular. Informação pronta para compartilhar
Ícone YouTube

OM no YouTube

Opinião, contexto e coragem jornalística. Tudo no nosso canal. Sintonize em Opera Mundi

Ainda segundo o Ministério pelo menos 12 palestinos morreram nesta segunda-feira (25/12) na Faixa de Gaza.

Na madrugada de natal, outro bombardeio na região atingiu a cidade de Khan Younis, no sul do território palestino e matou mais de 40 pessoas.

Mais lidas

Ministério da Saúde palestino denunciou bombardeios israelenses contra o campo de Al Maghazi, na Faixa de Gaza

Reprodução

Pelo menos 35 pessoas foram detidas pelas forças israelenses durante ataques noturnos na Cisjordânia ocupada na noite passada

Segundo a entidade de saúde palestina, dez membros de uma família morreram no sábado (23/12) em outro atentado israelense, no campo de refugiados de Jabalia, no norte do território palestino.

Em declaração, o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, afirmou que o seu país está “pagando um preço alto pela guerra”, referindo-se aos 156 soldados que morreram desde o início da ofensiva terrestre na Faixa de Gaza.

Segundo a ONU, a situação humanitária na Faixa de Gaza, completamente sitiada por Israel, é catastrófica, acrescentando que quase 80% dos 2,4 milhões de habitantes do território palestino abandonaram as suas casas devido aos combates. 

A organização alerta ainda que a maioria dos hospitais está fora de serviço e a população enfrenta elevados níveis de insegurança alimentar.

“A destruição do sistema de saúde de Gaza é uma tragédia”, lamentou o diretor da Organização Mundial da Saúde (OMS), Tedros Adhanom Ghebreyesus.

A atual agressão israelense na Faixa de Gaza deixou 20.424 palestinos mortos e cerca de 54.036 feridos, mais de 70% dos quais são mulheres e crianças.