Quinta-feira, 14 de maio de 2026
APOIE
Menu

O ministro das Relações Exteriores do Brasil, Mauro Vieira, declarou nesta segunda-feira (10/06), que as instituições multilaterais estão ‘paralisadas’, permitindo que os ‘princípios humanitários básicos’ em Gaza sejam desrespeitados.

Segundo o chanceler brasileiro, “as Nações Unidas e outras instituições multilaterais estão marginalizadas ou paralisadas, e o direito internacional, incluindo princípios humanitários básicos, está sendo flagrantemente desconsiderado, como estamos testemunhando em Gaza”.

Tudo que a grande mídia não mostra, do seu jeito.

Ícone Newsletter

Newsletter

Notícias internacionais, com análise crítica e independente. Sem filtros.
Ícone WhatsApp

Canal do WhatsApp

O mundo em movimento direto no seu celular. Informação pronta para compartilhar
Ícone YouTube

OM no YouTube

Opinião, contexto e coragem jornalística. Tudo no nosso canal. Sintonize em Opera Mundi

Em Nizhny Novgorod, Rússia, durante um encontro de chanceleres dos países membros do BRICS, Vieira destacou a necessidade do reforço do multilateralismo de organizações como a ONU e o BRICS para confrontar os problemas globais e dar mais voz ao Sul Global.

“Esta reunião ocorre contra o pano de fundo de um mundo em desordem. Um mundo que não conseguiu superar a fome e a pobreza, que está caminhando para um ponto de inflexão no aquecimento global e que não evitou a eclosão de conflitos e desastres humanitários”, disse Vieira. 

Mais lidas

Itamaraty Brasil/Twitter
Vieira falou ainda sobre uma das principais pautas do grupo, a cooperação econômica e financeira em uma moeda local comum

No entanto, aponta ele, “contra todas as probabilidades”, o BRICS “materializa a crescente influência do Sul Global nos assuntos internacionais”.

Assim, Vieira pediu igualmente o reforço do multilateralismo, particularmente nas Nações Unidas, e sugeriu uma “categoria de associação ao BRICS”, que, segundo ele, “responderia ao crescente interesse de muitos países do Sul Global em participar do bloco, que se tornou  indispensável para o avanço dos interesses do Sul Global”. 

Vieira falou ainda sobre uma das principais pautas do grupo, a cooperação econômica e financeira em uma moeda local comum. 

“Nossos líderes pediram que os ministros de Finanças e os presidentes dos bancos centrais considerassem a questão das moedas, dos instrumentos de pagamento e das plataformas locais. Esse é um tema que foi levantado pelo presidente Lula em Joanesburgo [na 15º cúpula dos BRICS] e no qual o Brasil espera que os novos membros estejam totalmente engajados. Certamente também será um tópico importante da presidência brasileira do BRICS no próximo ano”, afirmou o representante brasileiro.

(*) Com Sputnik