Sábado, 16 de maio de 2026
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As bombas que foram usadas por Israel no ataque que causou dezenas de fatalidades e centenas de feridos em um campo de refugiados em Rafah, no sul da Faixa de Gaza, neste domingo (26/05), foram fabricadas pelos Estados Unidos. A informação foi revelada pelo jornal norte-americano The New York Times (NYT) nesta quarta-feira (29/05).

O veículo ouviu especialistas em armas e evidências visuais, que concluíram que os destroços de munição registrados no local do massacre se tratavam de “restos de uma GBU-39”, dispositivo que é projetado e fabricado pelo país liderado por Joe Biden, principal aliado do governo sionista de Benjamin Netanyahu.

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A reportagem também relatou que a bomba foi identificada graças a elementos particulares encontrados nos destroços, incluindo o “sistema de atuação da cauda, que controla as aletas que guiam a GBU-39 até um alvo”, assim como o “padrão de parafuso exclusivo da arma e o slot onde as aletas dobráveis são armazenadas”.

Fotos e vídeos usados para a análise dos restos da bomba foram feitos pelo jornalista palestino, Alam Sadeq, que visitou o local na manhã seguinte ao ataque.

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“Os fragmentos de munição, filmados por Alam Sadeq, um jornalista palestino, também são marcados por uma série de números começando com ‘81873’. Este é o código identificador exclusivo atribuído pelo governo dos Estados Unidos à Woodward, uma fabricante aeroespacial com sede no Colorado que fornece peças para bombas, incluindo a GBU-39”, relatou o jornal.

Twitter/UNRWA
O Exército de Israel bombardeou um campo de refugiados em Rafah, no sul da Faixa de Gaza, neste domingo (26/05), deixando ao menos 45 mortos e mais de 240 feridos

De acordo com o Ministério da Saúde de Gaza, naquele domingo, o explosivo lançado contra o campo 1 de Al-Salam resultou na morte de pelo menos 45 civis e deixou mais de 240 feridos em decorrência do incêndio que se instalou em seguida.

Durante uma coletiva na terça-feira (28/05), o porta-voz das Forças de Defesa de Israel (IDF, na sigla em inglês) disse que o ataque a Rafah foi “baseado em uma inteligência precisa” que indicou o que alegou ser a localização de integrantes do Hamas. Daniel Hagari detalhou que o bombardeio consistiu no uso de “duas munições com ogivas pequenas, adequadas para um ataque direcionado”.

“Estamos falando de munições com 17 quilos de material explosivo. Esta é a menor munição que nossos jatos podem usar”, explicou o israelense.

Segundo a reportagem do NYT, as autoridades norte-americanas “vêm incentivando os militares israelenses, há meses, a aumentar o uso de bombas GBU-39 em Gaza” uma vez que elas são “mais precisas e mais adequadas a ambientes urbanos do que as maiores, incluindo as de 2.000 libras fabricadas [também] nos Estados Unidos das quais Israel faz uso rotineiramente”.