Domingo, 10 de maio de 2026
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O Exército de Israel bombardeou um abrigo da Agência das Nações Unidas para Refugiados da Palestina (UNRWA) neste domingo (26/05), em Rafah, no sul da Faixa de Gaza, deixando ao menos 30 pessoas mortas e dezenas feridas, incluindo crianças, segundo as informações preliminares concedidas pela equipe de Defesa Civil local.

De acordo com a agência de notícias palestina Wafa, a ofensiva israelense se concentrou em tendas que abrigavam deslocados e que ficavam próximas aos armazéns da UNRWA.

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O Crescente Vermelho Palestino (PRCS) informou que muitas vítimas já foram transportadas para clínicas e hospitais de campanha perto do mar, no sul do enclave. No entanto, várias outras permanecem presas sob as chamas e nas tendas destruídas pelo bombardeio.

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A emissora catari Al Jazeera afirmou que o exército israelense realizou mais de 60 ataques aéreos e letais em Rafah nas 48 horas após a decisão proferida pela Corte Internacional de Justiça (CIJ), em Haia, que ordenou na sexta-feira (24/05) que Israel interrompesse imediatamente as operações militares na região.

Reprodução/Twitter/FEPAL
Israel bombardeia abrigo da Agência das Nações Unidas para Refugiados da Palestina (UNRWA) neste domingo (26/05), em Rafah, e deixa ao menos 40 mortos

‘Organização terrorista’

Mais cedo, o Parlamento israelense do Knesset havia aprovado um texto preliminar considerando a UNRWA como uma “organização terrorista”. A votação consistia no princípio de que Israel cortaria “todos os laços com o órgão”, o principal prestador de serviços de ajuda para os milhões de palestinos que se encontram em situação de refúgio no Oriente Médio.

“O objetivo deste projeto de lei é declarar a UNRWA como uma organização terrorista para todos os efeitos, bem como ordenar o término das relações [e da cooperação] do Estado de Israel com a agência, direta ou indiretamente”, descreveu a deputada israelense Yulia Malinovksy.