Sábado, 4 de abril de 2026
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Um ataque aéreo comandado pelo Exército de Israel contra uma escola e uma mesquita que abrigava refugiados na cidade de Deir al Balah, no centro da Faixa de Gaza, resultou na morte de ao menos 26 civis, informou neste domingo (06/10) o Ministério da Saúde local.

“O número de mártires levados aos hospitais como resultado da ocupação visando pessoas deslocadas na escola Ibn Rushd e na Mesquita dos Mártires de al-Aqsa chegou a 26, com vários outros feridos”, disse a pasta.

Ainda segundo o Ministério, o número de vítimas desde o começo das operações de Israel em Gaza, em outubro de 2023, chegou a 41.870, com 97.166 feridos. Os ataques desta madrugada ocorrem quando a guerra israelense na região se aproxima de completar um ano.

Os militares de Israel alegaram, sem apresentar evidências, que os locais atingidos eram utilizados como “centros de comando e controle” pelo grupo palestino Hamas. Ao mesmo tempo, após as explosões, as Forças de Defesa israelenses (IDF, por sua sigla em inglês), imitiram mais ordens de evacuação nesta manhã.

As ordens foram para regiões ao norte de Gaza, pedindo que os moradores saíssem para a al-Mawasi, uma “zona humanitária” que já está com superlotação, segundo a emissora catari Al Jaazera.

Tanto autoridades palestinas quanto as Nações Unidas já afirmaram que não há locais seguros em Gaza, isso incluindo “zonas humanitárias” que já foram alvos de mísseis israelenses.

À agência de notícias Reuters, Raed, morador de Jabalia, disse que a “guerra está de volta” no enclave. “Dezenas de explosões de ataques aéreos e bombardeios de tanques sacudiram o chão e os prédios, parecia os primeiros dias da guerra”, disse afirmou.

Mais de dois milhões de moradores de Gaza foram forçados a se deslocarem pelo menos uma vez desde que Israel deu início à operação que matou mais de 40 mil pessoas.

mortos sendo velados em Gaza

IRNA / Fotos Públicas
Mais de 41 mil palestinos morreram após ataques de Israel em Gaza