Israel admite erro em ataque que matou três e feriu 10 em igreja católica de Gaza
Embaixador de Tel Aviv na Santa Sé alega que episódio ‘já foi esclarecido’ e que foi resultado de ‘munição perdida’
O governo de Israel chamou, nesta terça-feira (22/07), o ataque contra a única igreja católica da Faixa de Gaza, que deixou pelo menos três mortos e 10 feridos na última semana, como “um erro que já foi esclarecido”.
Segundo a declaração do embaixador de Israel na Santa Sé, Yaron Sideman, a ofensiva, que feriu o padre argentino Gabriel Romanelli, que sofreu lesões na perna e era interlocutor frequente do finado papa Francisco, foi resultado de uma “munição perdida que atingiu acidentalmente” a Igreja da Sagrada Família.
Em entrevista ao jornal católico Crux, o diplomata afirmou que o governo do primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, “assumiu total responsabilidade por este incidente nos mais altos níveis possíveis”, inclusive em um telefonema com o papa Leão XIV.
De acordo com Sideman, “Israel se comprometeu a publicar de forma transparente os resultados de sua investigação”, confirmando ainda que as investigações sobre o ataque de artilharia contra a paróquia estão sendo conduzidas “com seriedade e profissionalismo” para que “não aconteça novamente”.

Ataque de Israel contra Igreja da Sagrada Família, na sexta-feira (18) deixou três mortos
Dan Palraz/Wikicommons
Desde o ataque israelense à Igreja da Sagrada Família, na última sexta-feira (18/07), o Papa vem reiterando seus apelos pelo cessar-fogo no enclave palestino.
Na última segunda-feira (21/07), o pontífice conversou com o presidente da Autoridade Nacional Palestina (ANP), Mahmoud Abbas. De acordo com a Sala de Imprensa da Santa Sé, o pontífice norte-americano “renovou o apelo em defesa do pleno respeito do direito internacional humanitário, sublinhando a obrigação de proteger civis e lugares sagrados”.
Já no domingo (20/07), renovou seu apelo pelo “fim imediato da barbárie” e uma “resolução pacífica” do conflito na Faixa de Gaza, afirmando que “o mundo não suporta mais a guerra” no Oriente Médio.
(*) Com Ansa























