Internautas boicotam Mubi após denuncias de apoio ao genocídio em Gaza
Mais de 35 cineastas exigiram que plataforma de streaming rompa com financiadora Sequoia Capital, que também investe em startups israelenses de tecnologia de defesa
Cada vez mais a Mubi é alvo de cancelamentos e pressão por internautas para que rompa laços com a Sequoia Capital, uma empresa de capital de risco que apoia diversas startups israelenses de tecnologia de defesa. A mobilização tomou proporção após uma carta aberta divulgada em 30 de julho, que foi assinada por mais de 35 cineastas associados à plataforma de streaming, incluindo nomes como Radu Jude, Aki Kaurismäki, Ari Folman, Miguel Gomes e Joshua Oppenheimer.
Pagué MUBI para parecer más inteligente y ahora resulta que apoyan a Israel, o algo así. Qué difícil la vida
— Cendales (@cendal_es) July 30, 2025
cancelando minha assinatura da @mubi @mubibrasil pois eles aceitam dinheiro de terroristas de israel e apoiam o genocidio palestino
— capy-jota (@kapywara) July 26, 2025
recomienden una plataforma como MUBI pero que no apoye a Israel
— nessto (@jesusdesgracia) July 14, 2025
Os profissionais do cinema exigem que a Mubi reconsidere um investimento de cerca de US$ 100 milhões – aproximadamente R$ 561 milhões) recebido pela Sequoia Capital, no final de maio. O pedido demanda uma condenação pública à financiadora, a remoção do sócio da Sequoia, Andrew Reed, assim como do conselho administrativo da plataforma de streaming, e a criação de normas que respeitem as diretrizes da Campanha Palestina Pelo Boicote Cultural e Acadêmico de Israel para eventuais investimentos.
“Não acreditamos que uma plataforma de cinema de arte possa apoiar significativamente uma comunidade global de cinéfilos enquanto também se associa a uma empresa que investe no assassinato de artistas e cineastas palestinos“, afirma a carta.
A carta destaca a importância de que empresas ligadas à cultura tomem um posicionamento ético diante do genocídio promovido por Israel no território palestino.
“O crescimento financeiro da Mubi como empresa está agora explicitamente ligado ao genocídio em Gaza, o que implica em todos nós que trabalhamos com a Mubi”, diz o documento. Para os signatários, a Sequoia Capital “optou por redobrar seus investimentos em empresas de tecnologia militar israelense com o objetivo de lucrar com o genocídio em Gaza”.

Mais de 35 cineastas associados assinaram uma carta aberta para exigir rompimento da plataforma Mubi com empresa que financia genocídio de Israel
Reprodução/Mubi
No mês passado, a Mubi chegou a se posicionar em redes sociais, explicando que a escolha de trabalhar com a Sequoia Capital é devido à empresa “ajudar a ampliar nosso alcance e levar o grande cinema a ainda mais pessoas no mundo todo.”
“Nos últimos dias, alguns membros da nossa comunidade se manifestaram sobre a decisão de trabalhar com a Sequoia, considerando seus investimentos em empresas israelenses e as opiniões pessoais expressas por um de seus sócios. As crenças individuais de investidores não refletem a visão da Mubi”, respondeu a plataforma de streaming.
Vale lembrar que, em 2024, a Sequoia Capital investiu na startup israelense de defesa Kelan, fundada por agências de inteligência a partir de 7 de outubro de 2023. A empresa também financiou a fabricante de drones militares Neros, além da Mach Industries, de veículos aéreos não tripulados.























