Domingo, 10 de maio de 2026
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O Hezbollah declarou ter lançado um ataque de drones nesta terça-feira (24/09) contra a sede da Marinha de Israel, na base de Alit, localizada no sul de Haifa. A área também foi atingida pelo grupo libanês no último fim de semana pelo que foi considerado “o maior ataque com mísseis contra Israel lançado desde o território do Líbano” em resposta a uma ofensiva israelense nos subúrbios ao sul de Beirute, que matou mais de 40 pessoas.

Em comunicado nesta tarde, o Hezbollah disse que o recente bombardeio teve como alvo “as localizações de oficiais e soldados [israelenses]”.

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De acordo com as Forças de Defesa de Israel (IDF, na sigla em inglês), foram verificados três drones, pelo menos dois dos quais foram interceptados por defesas aéreas. Num primeiro momento, o exército israelense não relatou feridos em decorrência do ataque.

Em coletiva, o porta-voz militar Daniel Hagari declarou que Israel está se esforçando para que a campanha contra o Hezbollah seja “a mais curta possível”. Aos jornalistas, o israelense relatou que o grupo libanês disparou aproximadamente 300 foguetes contra seu país nesta terça-feira, enquanto aviões de guerra idas IDF atacaram vilarejos do sul do Líbano.

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Poucas horas antes, o grupo libanês também relatou ter disparado 50 mísseis na base de Dado, do exército israelense, perto da cidade de Safed.

Reprodução/AP
O sistema de defesa aérea israelense intercepta foguetes lançados do Líbano em direção à Haifa, no norte de Israel

Os ataques acontecem após Israel ter iniciado, na segunda-feira (23/09), a maior operação de bombardeios contra o Líbano desde o início da guerra em Gaza, provocando a morte de 569 pessoas, 50 das quais são crianças, além de deixar milhares de feridos no país, conforme as atualizações do Ministério da Saúde local.

As tensões entre Israel e o Hezbollah, que apoia o Hamas e a libertação da Palestina, têm se intensificado desde 8 de outubro de 2023. O ápice foi em julho deste ano, após a morte de duas lideranças: Ismail Haniyeh, líder do gabinete político do Hamas; e Fuad Shukr, alto comandante do Hezbollah. Atribuindo os assassinatos a Israel, o movimento libanês garantiu que responderia contra as forças inimigas.