Domingo, 10 de maio de 2026
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O governo dos Estados Unidos anunciou na quinta-feira (31/07) a imposição sanções, além da proibição de vistos a funcionários da Organização para a Libertação da Palestina (OLP) e da Autoridade Nacional Palestina (ANP), alegando supostas “violações diplomáticas”.

Segundo a Casa Branca, a medida impede que os indivíduos afetados recebam vistos para viajar aos Estados Unidos, e foi tomada em virtude de “ações adotadas (pelas duas organizações) com o intuito de internacionalizar o conflito no Oriente Médio e prejudicar a paz”. Ainda não há informações precisas sobre quantas pessoas foram afetadas, nem as identidades delas.

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Entre as supostas “ações adotadas” para “prejudicar a paz”, o governo de Donald Trump enumera os processos contra Israel e seu premiê Benjamin Netanyahu na Corte Internacional de Justiça da ONU (CIJ) e no Tribunal Penal Internacional (TPI). No entanto, vale salientar que o caso que tramita na CIJ foi impulsionado pela África do Sul – e tem o Brasil como uma das partes, após a adesão do país, semanas atrás.

Ver | ‘Sionismo transformou o Holocausto em arma’, diz Norman Finkelstein

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A medida estadunidense contra a ANP e a OLP acontece após uma conferência realizada em Nova York, na última segunda-feira (28/07) para promover o reconhecimento do Estado da Palestina e a solução de dois Estados (palestino e israelense) como forma de encerrar o conflito na região.

Presidente da ANP, durante encontro com Trump realizado durante primeiro mandato do norte-americano
Brooking Institution

ANP e OLP

A ANP é uma entidade criada em 1994, a partir dos Acordos de Olso, e que atualmente administra parte do território da Cisjordânia – outra parte é ocupada ilegalmente e gerida por colonos israelenses.

A ANP foi conformada inicialmente por membros da OLP, tanto que seu primeiro presidente foi Yasser Arafat, fundador e líder histórico da organização palestina. O atual presidente da entidade é Mahmoud Abbas. Não há informações, até o momento, sobre se ele seria um dos sancionados por Washington.

Inicialmente, a ANP governava tanto a Cisjordânia quanto a Faixa de Gaza, mas uma derrota eleitoral em 2007 fez com que a administração em Gaza passasse às mãos do Hamas, situação que permanece vigente até hoje.

Com informações de TeleSur.