Quarta-feira, 13 de maio de 2026
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O governo israelense de Benjamin Netanyahu abandonou o plano de demissão do chefe de segurança interna, Shin Bet. Ronen Bar havia anunciado na véspera que deixaria o cargo no próximo dia 15 de junho, após semanas de tensões com o primeiro-ministro de Israel.

As informações da manutenção de Ronen no cargo foram documentadas pelo Gabinete do primeiro-ministro e enviadas nesta terça-feira (29/04) à Suprema Corte.

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“O governo decidiu cancelar sua decisão de 20 de março de 2025 de demitir Ronen Bar”, conforme está escrito no documento, que especifica que o processo judicial em curso contra a “decisão de demiti-lo, portanto, não tem mais fundamento para existir”.

O chefe de segurança interna havia contestado sua demissão e tinha entrado com uma ação judicial. A suspensão da demissão foi dada pelo mais alto tribunal de Israel.

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Segundo a imprensa israelense, a suspensão dos procedimentos legais serve para abafar o debate público em torno de Netanyahu e Ronen. O caso teria trazido dificuldades para o governo nos últimos dias.

IDF/Wikicommons
 Demissão de Ronen Bar, anunciada anteriormente pelo governo, provocou protestos e manifestações em massa

Protesto da opinião pública israelense

A demissão de Ronen Bar, anunciada anteriormente pelo governo, provocou protestos e manifestações em massa.

A decisão de demiti-lo foi contestada pela oposição, que viu a atitude como um sinal de uma deriva autocrática de poder, com Netanyahu desafiando a Suprema Corte.

Ordem para espionar manifestantes antigovernamentais

Na última segunda-feira (28/04), Ronen Bar incriminou o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu em declaração juramentada. O chefe da segurança declarou que, no dia 7 de outubro de 2023, foi à sede do Shin Bet duas horas antes do ataque do Hamas em solo israelense e deu instruções para que o conselheiro militar do primeiro-ministro fosse informado sobre os eventos. “Naquela noite, nada foi escondido do aparato de segurança ou do primeiro-ministro”, garantiu Ronen.

Na declaração escrita, Ronen Bar também afirmou que Benjamin Netanyahu exigiu lealdade pessoal e ordenou que ele espionasse manifestantes antigovernamentais.

Em resposta à Suprema Corte, Benjamin Netanyahu chamou o chefe de segurança interna de mentiroso. “A acusação de que pedi ações contra cidadãos inocentes ou contra protestos políticos legítimos e não violentos durante os protestos de 2023 é uma mentira absoluta”, afirmou o primeiro-ministro. Netanyahu já havia acusado Ronen Bar de ter “falhado miseravelmente” durante o ataque do Hamas a Israel em 7 de outubro.