Domingo, 10 de maio de 2026
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Famílias de reféns capturados pelo Hamas protagonizam manifestações nesta segunda-feira (07/10), um ano após o ataque do grupo de resistência palestina, em frente à residência do primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, em Jerusalém, para pedir um acordo para a libertação dos cidadãos em Gaza e pelo cessar-fogo.

Cerca de 20 familiares soaram uma sirene durante dois minutos, choraram e protestaram: “Foi um ano de pesadelo. Não nos lembraremos das operações [militares]. O que nos lembraremos para sempre são os cativos”, declarou Eli Albag, mãe de Liri Albag, uma dos cinco soldados de vigilância sequestrados da base de Nahal Oz, noticiou o jornal local Times of Israel.

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Shai Wenkert, pai de Omer Wenkert, que estava no festival de música alvo do Hamas e foi sequestrado, declarou que “não há recuperação até que os reféns estejam em casa”. “Quem quer viver em um país onde não te protegem?”, questionou ainda em crítica ao governo Netanyahu.

“Já se passou um ano desde aquela manhã de sábado em que meus pais acordaram em pânico e correram para a sala segura. Um ano de medo mortal que ninguém consegue entender”, lamentou também Shir Siegel, cujos pais foram sequestrados e levados para Gaza.

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A mãe de Shir, Aviva Siegel, foi libertada após dois meses de cativeiro, mas seu pai, Keith Siegel, continua refém. “Já se passou um ano desde que imaginei meu pai voltando para casa e nos abraçando. Já se passou um ano, mas parece um longo dia”, acrescentou.

Nizzan Cohen/Wikicommons
51 pessoas foram levadas como cativas, muitas delas foram mortas pelos próprios bombardeios de Tel Aviv

Israel organiza para esta segunda-feira diversas celebrações, cemitérios e memoriais em todo o país para lembrar vítimas, soldados feridos e dezenas de reféns ainda em cativeiro. Segundo as autoridades israelenses, 251 pessoas foram levadas como cativas. Muitas delas foram mortas pelos próprios bombardeios de Tel Aviv contra o enclave palestino.

Em Re’im, local do festival de música Nova, alvo dos ataques do Hamas, uma multidão abriu as homenagens respeitando um minuto de silêncio às 6h29 (horário local), hora do início do ataque do movimento palestino no sul de Israel.

Enquanto isso, Netanyahu realizava uma reunião com seus ministros, em que se preocupou em propor a mudança do nome do exército israelense que luta contra o Hamas de “Espadas de Ferro” para “Guerra do Renascimento”, justificando que a modificação “reflete melhor a natureza do conflito”. O anúncio foi rejeitado pela oposição.

O primeiro-ministro chegou a falar sobre a “obrigação em trazer os reféns de volta para Israel”, mas não mencionou nenhum plano de resgate ou cessar-fogo, exigido pelo Hamas para libertar os reféns.

(*) Com Ansa