Domingo, 10 de maio de 2026
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O Ministério das Relações Exteriores do Brasil, por meio do chanceler Mauro Vieira, demonstrou solidariedade ao secretário-geral da ONU, António Guterres, que teve pedido de renúncia por representantes de Israel durante a reunião do Conselho de Segurança desta terça-feira (24/10):

Ainda nesta quarta-feira (25/10), durante uma coletiva de imprensa, o secretário-geral quis esclarecer suas falas na sessão do dia anterior, rebatendo acusações falsas sobre apoio ao Hamas.

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“Estou chocado com as interpretações erradas feitas sobre minha declaração ao Conselho de Segurança, como se eu estivesse justificando os atos de terror do Hamas. Isso é falso. Foi exatamente o contrário”, afirmou o diplomata português.

Guterres, que comanda as Nações Unidas desde 2017, fez duras críticas a Israel durante a última reunião com países-membros do Conselho Nacional da ONU, em Nova York.

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Em uma das intervenções durante a discussão sobre o conflito entre Israel e Hamas, o diplomata considerou injustificável as ações do grupo palestino, mas também condenou as autoridades israelenses que, de acordo com ele, cometem o crime de “punição coletiva ao povo palestino”.

O uso do termo “punição coletiva” foi o mais destacado da declaração de Guterres, porque se refere a um conceito que é descrito na Convenção de Genebra de 1949 como “crime de guerra”.

As afirmações feitas no Conselho da ONU enfureceram o embaixador israelense, Gilad Erdan, que logo pediu a renúncia de Guterres, questionando a competência do secretário-geral no cargo. Erdan classificou as declarações como “opiniões horríveis”.

O chanceler de Israel, Eli Cohen, também compartilhou da mesma ideia e criticou o líder da ONU: “senhor secretário-geral, em que mundo você vive?”.