Domingo, 10 de maio de 2026
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O Brasil exigiu, nesta terça-feira (16/09), que “atos ilegais ou violentos” não sejam cometidos contra a Flotilha Global Sumud, iniciativa da sociedade civil para levar ajuda humanitária aos palestinos na Faixa de Gaza.

O Ministério das Relações Exteriores brasileiro veiculou um comunicado conjunto à África do Sul, Bangladesh, Catar, Colômbia, Eslovênia, Espanha, Indonésia, Irlanda, Líbia, Malásia, Maldivas, México, Omã, Paquistão e Turquia.

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Todos esses países contam com a participação de cidadãos de seus países na Flotilha e expressaram “preocupação com a segurança” da iniciativa civil.

“A Flotilha Global Sumud informou do seu propósito de entregar ajuda humanitária à Faixa de Gaza e aumentar a conscientização para as urgentes necessidades humanitárias do povo palestino e para a necessidade de pôr fim à guerra. Ambos os objetivos — paz e entrega de ajuda humanitária, junto com o respeito ao direito internacional, incluindo o direito internacional humanitário — são compartilhados por nossos governos”, afirmou a nota.

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Os governos ainda alertaram que “qualquer violação ao direito internacional e aos direitos humanos dos participantes da Flotilha, incluindo ataques contra as embarcações em águas internacionais ou detenção ilegal, motivará responsabilização”.

Há 24 navios partindo da Tunísia, incluindo navios que saíram de Tunis, Barcelona, Itália e Grécia à caminho de Gaza
Flotilha Global Sumud/Instagram

Para chegar em Gaza, a Flotilha tem enfrentado consecutivos atrasos e obstáculos, inclusive climáticos, além de ataques a drones para que não chegue com sua ajuda ao povo palestino.

Contudo, segundo a ativista norte-americana Hanna Smith, que está em um dos barcos rumo ao enclave palestino, há 24 navios partindo da Tunísia, incluindo navios que saíram de Tunis, Barcelona, Itália e Grécia à caminho de Gaza.

 

 

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“Realizar a maior missão marítima organizada por movimentos populares para quebrar o cerco ilegal de Israel a Gaza apresentou muitos desafios, mas normalmente levaria anos para ser planejada e foi feita em apenas alguns meses”, detalhou.

Em declaração nesta terça-feira, Smith mencionou o início da invasão terrestre de Israel na Cidade de Gaza e a confirmação de genocídio pela Organização das Nações Undias (ONU), mencionando que isso “ressalta a urgência” que a Flotilha precisa agir.

“Apesar de tudo, continuamos determinados, firmes e unidos. Nos próximos dias, todas essas frotas se reunirão em águas internacionais, formando uma frota completa. O moral está alto a bordo, pois os participantes estão finalmente a caminho de Gaza. E nossa mensagem e nossa missão são claras: quebrar o cerco ilegal de Israel, acabar com o genocídio e permanecer unidos com o povo da Palestina”, concluiu.