Sexta-feira, 30 de janeiro de 2026
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Pelo menos 28 palestinos, incluindo cinco crianças, foram mortos e outros 160 ficaram feridos nesta quinta-feira (17/10) em um ataque aéreo israelense à escola Abu Hussein, em Jabalia, no norte da Faixa de Gaza, que era usado como abrigo para as pessoas deslocadas. A informação foi confirmada pelo Ministério da Saúde da Palestina, que acrescentou que o massacre ocorreu enquanto os soldados israelenses também realizavam incursões terrestres na área.

“Não há água para extinguir o fogo. Não há nada. Isso é um massacre”, relatou Medhat Abbas, um funcionário da pasta. “Civis e crianças estão sendo mortos, queimados sob fogo.”

Por sua vez, as Forças de Defesa de Israel (IDF, na sigla em inglês) alegaram que o ataque teve como alvo os militantes do Hamas, ao afirmar que o grupo palestino estava operando dentro da escola. Entretanto, a Abu Hussein era administrada pela Agência das Nações Unidas para Refugiados Palestinos (UNRWA).

X/أنس الشريف Anas Al-Sharif
Pelo menos 28 palestinos, incluindo cinco crianças, foram mortos em um ataque aéreo israelense à escola Abu Hussein, em Jabalia, no norte da Faixa de Gaza,

 

Em comunicado, o Hamas negou veementemente as alegações israelenses, dizendo que as justificativas apresentadas eram “nada além de mentiras”, e que se tratavam, novamente, de “uma política sistemática do inimigo para justificar seu crime”.

As imagens da destruição da escola Abu Hussein divulgadas pela imprensa local mostravam fumaça saindo de tendas, que pegaram fogo ao serem atingidas pela ofensiva aérea, enquanto muitas pessoas deslocadas auxiliavam na evacuação das vítimas para as ambulâncias.

Segundo a emissora catari Al Jazeera, moradores de Jabalia que testemunharam o ataque denunciaram que as IDF também chegaram a atirar contra casas, usar tanques e instalar explosivos em prédios para detoná-los remotamente.

Nas últimas duas semanas, o norte de Gaza tem sido um dos focos principais das operações militares israelenses. A ONU estima que cerca de 400 mil pessoas estão presas na região e não conseguem sair devido ao intenso bombardeio, além da movimentação das tropas terrestres.

Além disso, a área foi completamente isolada pelas IDF, que bloqueiam a entrada de recursos básicos como alimentos e remédios. Conforme informou o Escritório da ONU para a Coordenação de Assuntos Humanitários (OCHA) nesta quarta-feira (16/10), 85% dos movimentos humanitários no norte do enclave foram recusados ​​por Israel entre 2 e 15 de outubro.