Domingo, 10 de maio de 2026
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O grupo Hezbollah reivindicou na tarde de quarta-feira (27/11) sua “vitória” sobre Israel, após ambas as partes chegarem a um acordo de cessar-fogo no conflito no Líbano.

“A vitória de Deus Todo-Poderoso tem sido aliada da justa causa”, afirmou o movimento libanês, poucas horas após a trégua de 60 dias entrar em vigor após dois meses de intensos confrontos.

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Em comunicado, o Hezbollah acrescentou que os seus combatentes “permanecerão totalmente prontos para enfrentar (…) os ataques do inimigo israelense”.

Mais cedo, milhares de pessoas saíram às ruas no Líbano para festejar o início do cessar-fogo de 60 dias entre Israel e o Hezbollah, medida que muitos esperam que possa abrir caminho para uma trégua com o Hamas na Faixa de Gaza.

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Entretanto, o governo do Líbano acusou o Exército de Israel de disparar duas vezes contra civis que tentavam voltar para casa no sul do país, após a entrada em vigor da trégua.

Veja também | Antes do cessar-fogo, um vendaval de bombardeios sobre Beirute

Já o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, e o ministro da Defesa, Israel Katz, instruíram as Forças de Defesa israelenses (FDI) a não permitir a entrada da população na área dos vilarejos próximos à fronteira no sul do Líbano, em conformidade com a primeira fase da implementação do plano de cessar-fogo.

“As FDI prenderam quatro agentes do Hezbollah, incluindo um comandante local, que entraram na área proibida, e continuarão a tomar medidas duras contra qualquer violação” do acordo, concluiu o comunicado.

RS/Fotos Públicas
Libaneses voltam ao sul do país após acordo de cessar-fogo

Cessar-fogo de dois meses

Na terça-feira (26/11), o gabinete de segurança de Netanyahu aprovou um acordo com o Hezbollah para um cessar-fogo de dois meses nos ataques israelenses no Líbano

Em votação, a proposta, que ocorreu a partir de uma negociação mediada pelos Estados Unidos e pela França ao longo das últimas semanas, foi aprovada com 10 votos à favor, enquanto um contra.

O primeiro-ministro do Líbano, Najib Mikati, pediu à comunidade internacional que “aja rapidamente” e “implemente um cessar-fogo imediato” para acabar com a guerra entre Israel e o Hezbollah.

Os ataques a Beirute “reafirmam que o inimigo israelense não tem respeito por nenhuma lei ou consideração”, disse Mikati em uma declaração publicada no X.

(*) Com Ansa.