Domingo, 10 de maio de 2026
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Em mais uma reunião no Conselho de Segurança das Nações Unidas, o ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, reforçou a necessidade de um cessar-fogo e da criação do Estado palestino como possível solução dos conflitos envolvendo Israel e Hamas.

Durante o discurso desta terça-feira (24/10) em Nova York, o chanceler endossou a ideia do presidente Luiz Inácio Lula da Silva que, mais cedo, durante a live semanal ‘Conversa com o presidente’, defendeu que “Israel fique com o território que é seu e está demarcado pela ONU” e que “os palestinos tenham o direito de ter as suas terras” sem a necessidade de “ninguém ficar invadindo a terra de ninguém”.

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Nessa linha, Vieira declarou que, se o objetivo é alcançar a paz, é insustentável quaisquer “atividades de colonização”, alertando Israel:

“Tal como foi afirmado por este Conselho, a continuação da ocupação da Cisjordânia é ilegal e mina as perspectivas de paz. Israel deve parar todas as atividades de colonização nos territórios palestinos ocupados, incluindo Jerusalém Oriental. A diferença de tratamento em relação aos colonos e aos habitantes locais é inaceitável. A expansão atual elimina a viabiilidade de um futuro Estado palestino, gerando violência e ódio”, disse o ministro.

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Os pontos destacados pelo chanceler ficaram praticamente inalterados com as propostas da resolução apresentada ao Conselho da ONU na quarta-feira passada (18/10), que sugeria a abertura de corredores humanitários e condenava os ataques do Hamas. No entanto, desta vez, Vieira insistiu na necessidade de um apoio total à solução de “dois Estados”.

Mesmo com o projeto vetado pelos Estados Unidos, Vieira pediu uma cooperação entre os países, fazendo uma crítica em relação ao abuso das forças do Exército israelense, ao afirmar que “violência só gera mais violência”: 

“Quando os esforços antiterroristas desrespeitam normas e princípios básicos, incluindo sobre o uso da força, reforçam, em vez de contrariar, as narrativas dos grupos terroristas”, ressaltou Vieira.