Sexta-feira, 29 de maio de 2026
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Doze horas antes da abertura das urnas, o Tribunal Supremo Eleitoral (TSE) da Bolívia anunciou na noite deste sábado (17/10) a suspensão do sistema de Difusão de Resultados Preliminares (Direpre), que permitiria conhecer os resultados da eleição deste domingo (18/10) com mais agilidade. O sistema baseia-se na sistematização dos resultados das atas de cada zona eleitoral. Com a mudança, os bolivianos só terão acesso aos resultados conforme a apuração “voto a voto”, o que costuma levar mais de dois dias.

A justificativa do órgão é “não alimentar incertezas” em um cenário “tão polarizado”, segundo nota divulgada no sábado.

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“Esse sistema não permite ter segurança da difusão completa de dados que garantiriam certeza ao país sobre os resultados”. O texto reforça que a decisão foi tomada “com seriedade técnica e motivada pela responsabilidade com o país.”

A Organização dos Estados Americanos (OEA), o Centro Carter e a União Europeia se posicionaram imediatamente e declararam compreender as razões que levaram à suspensão do Direpre.

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O Movimento ao Socialismo (MAS), partido do ex-presidente Evo Morales, afirma que a OEA foi uma das agentes do golpe de 2019 e que a suspensão é “altamente preocupante”.

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TSE

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“Esta decisão de última hora levanta dúvidas sobre suas intenções [do Tribunal]”, reagiu Morales em suas redes sociais.

O candidato do MAS, Luis Arce, lidera as pesquisas de intenção de voto, com chances de vencer em primeiro turno. Para isso, precisa fazer mais de 40% dos votos ou abrir 10 pontos de vantagem em relação ao segundo colocado, o ex-presidente Carlos Mesa (Comunidade Cidadã).