Domingo, 10 de maio de 2026
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José Vicente Haro, advogado do ex-candidato da extrema direita a Presidência da Venezuela, Edmundo González, declarou nesta terça-feira (03/09) que o representante da Plataforma Unitária Democrática (PUD) no pleito de 28 de julho não considera pedir asilo político em nenhuma embaixada em Caracas após o Ministério Público (MP) emitir um mandado de prisão contra ele.

O pedido de prisão ocorreu na última segunda-feira (02/09) após o candidato ter ignorado três intimações do MP para comparecer a um tribunal e explicar a divulgação das atas eleitorais em um site criado pela coalizão ultradireitista PUD, na qual o diplomata de 75 anos é indicado como suposto vencedor do pleito presidencial.

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“Esse cenário não está proposto porque o senhor Edmundo González, em uma decisão muito pessoal, corajosa e admirável, decidiu permanecer em resguardo, mas em território venezuelano”, afirmou Haro à Rádio W, da Colômbia.

María Corina Machado (à esquerda) e Edmundo González (centro)

Voz de América/Wikicommons
Candidato de oposição garantiu que continuará na Venezuela

O advogado disse que o opositor permanecerá “de casa em casa” para evitar que o MP efetue a prisão pelos crimes de usurpação de funções, falsificação de documento público, instigação à desobediência de leis e conspiração no âmbito da publicação de atas eleitorais, documentos detalhados das urnas, falsificadas no site criado pela coalizão opositora.

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Apesar da resistência da extrema direita, em 22 de agosto, após finalizado o processo de auditoria das atas relativas às eleições, o Supremo Tribunal de Justiça venezuelano (TSJ, por sua sigla em espanhol) certificou os resultados emitidos pelo Conselho Nacional Eleitoral, os quais indicam a vitória de Nicolás Maduro com 51,92% dos votos válidos, enquanto a derrota de González, com 43,18%.

(*) Com Ansa