Segunda-feira, 11 de maio de 2026
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Três dias depois do resultado das eleições, a mídia francesa continua com os olhos voltados para o Brasil.

O presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva ilustra a capa do Libération desta quarta-feira (02/11). O artigo destaca o “trabalho duro” que aguarda o futuro chefe de Estado, que anunciou a luta contra a pobreza e a proteção do meio ambiente como diretrizes de seu futuro governo.

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Para o diário, Lula espera retomar as políticas de redução das desigualdades sociais que permitiram que 33 milhões de pessoas saíssem da pobreza. Os mesmos 33 milhões que hoje passam por insegurança alimentar, ressalto o diário.

Lula também é manchete do Le Monde, que enfatiza o “país dividido” que o futuro presidente irá assumir. Ilustrando essa ruptura, a publicação descreve o contraste entre a euforia dos eleitores petistas e o tom de hostilidade daqueles que apoiam Jair Bolsonaro.

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Flickr/Palácio do Planalto

Diário ‘Le Figaro’ afirma que Bolsonaro teria reconhecido vitória de Lula "em meias palavras"

Risco de desestabilização

Lula ocupa ainda a capa do La Croix, que traduz a apreensão sobre o próximo governo sob a manchete “Lula, frágil esperança”. Para o diário, o silêncio de quase 48 horas de Jair Bolsonaro confirma um risco de desestabilização do país.

A matéria do jornal econômico Les Echos também enfatiza este cenário, em que o presidente eleito terá pela frente um Congresso conservador e muitos governadores da oposição.

Enquanto isso, o diário Le Figaro prioriza a declaração de Bolsonaro nesta terça-feira (01/11), a primeira desde o anúncio do resultado da eleição, em que teria reconhecido a vitória de Lula “em meias palavras”.

Já o Le Parisien dá destaque à dificuldade de Bolsonaro de encarar as câmeras, o quão breve foi a declaração, e que não houve resposta a qualquer pergunta da imprensa. Uma declaração que se resumiu em agradecer o apoio de seus eleitores e, mais uma vez, atacar seus adversários.