Domingo, 17 de maio de 2026
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O candidato da esquerda na eleição presidencial francesa, Jean-Luc Mélenchon, pediu a seus apoiadores neste domingo (10/04), em discurso após  projeções apontarem que ele deve terminar a apuração em terceiro lugar, que não votem em Marine Le Pen, a candidata de extrema direita que irá disputar o segundo turno contra o presidente Emmanuel Macron.

‘Nós sabemos em quem votar. Nós não podemos dar nenhum voto a Le Pen. Vocês não devem dar nenhum voto a Le Pen”, afirmou. Em 2017, ele não havia dado nenhuma orientação aos eleitores. Na época, o partido França Insubmissa fez uma consulta online com militantes, que decidiram pela abstenção ou pelo voto em branco.

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Mélenchon comemorou o resultado obtido – o melhor das três eleições presidenciais que disputou. “Uma nova página da batalha foi virada. (…) Nós devemos estar orgulhosos que fizemos. Reunimos uma frente popular”, afirmou.

Por sua vez, Philippe Poutou, do Novo Partido Anticapitalista, também disse a seus apoiadores que Le Pen não deveria receber nenhum voto.

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Ao contrário dos dois esquerdistas, outros candidatos pediram claramente que os eleitores votassem em Macron contra Le Pen. A prefeita de Paris, a socialista Anne Hidalgo, foi a primeira a declarar o voto no presidente, seguida pela candidata de direita do partido Republicanos, Valérie Pécresse. O ecologista Yannick Jadot fez o mesmo.

Candidato da esquerda comemorou terceiro lugar no pleito; Anne Hidalgo, Valérie Pecresse e Yannick Jadot pediram voto em Macron

Reprodução

Mélenchon pediu a apoiadores que não votem em Marine Le Pen

Hidalgo, inclusive, foi a responsável por um recorde negativo do Partido Socialista: a votação mais baixa da história da agremiação, com cerca de 2%, confirmando uma tendência de queda. Em 2017, Benoît Hammon já havia obtido um resultado desastroso (6,36%) para o partido que estava no poder com François Hollande.

Extrema-direita

A extremista Marine Le Pen também discursou após a divulgação das projeções e disse que recebeu a “honra” de passar pelo segundo turno. Segundo a candidata, ela representa “a encarnação da justiça social em torno da ideia secular de nação e povo”, e pediu os votos dos que não escolheram Macron.

Pouco depois, Le Pen recebeu seus únicos apoios – o do outro extremista na disputa, Éric Zemmour, que havia surgido como “novidade”, mas derreteu ao longo da campanha, e do nacionalista Nicolas Dupont-Aignan.

Caso o gráfico não apareça, estes são os números da projeção:

Macron 28,0%
Le Pen 23,2%
Mélenchon 21,7%
Zemmour 7,0%
Pécresse 4,8%
Jadot 4,7%
Lassalle 3,0%
Roussel 2,4%
Dupont-Aignan 2,1%
Hidalgo 1,7%
Poutou 0,8%
Arthaud 0,6%