Sexta-feira, 29 de maio de 2026
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O candidato à Presidência do Equador pela aliança CREO-PSC, Guillermo Lasso, voltou atrás neste domingo (15/02) no acordo alcançado com o candidato indígena Yaku Pérez para a recontagem de votos em 17 das 24 províncias do país. 

Em carta enviada ao Conselho Nacional Eleitoral (CNE), Lasso pede que sejam promulgados os resultados do primeiro turno eleitoral realizado no dia 7 de fevereiro, “sem prejuízo das correspondentes contestações que se apresentem nos termos da lei”.

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As eleições de 7 de fevereiro foram vencidas pelo candidato presidencial da aliança de oposição União pela Esperança (Unes), Andrés Arauz, com 32,7%, e ele espera um adversário para o segundo turno, marcado para o próximo dia 11 de abril.

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Lasso, indicado pelo movimento Creando Oportunidades (CREO), em aliança com o Partido Social Cristão (PSC), e Pérez, candidato do partido indígena Pachakutik, disputam o segundo lugar – o direitista tem 19,74% dos votos; Pérez, 19,38%. A diferença entre os dois é de 33.337 votos.

Na sexta-feira passada, o CNE anunciou que, num encontro com Lasso e Pérez, se chegou a um acordo para recontar 100% dos votos na província de Guayas, onde fica Guayaquil, e rever 50% dos sufrágios votos em 16 províncias.

Em sua carta neste domingo, no entanto, o candidato do CREO-PSC disse concordar com a revisão de 100% em Guayas, localizada no sudoeste do país, mas afirmou que, somente “se houver consenso com os demais candidatos”, é a favor de recontar 50% dos votos em apenas seis províncias (Ríos, Manabí, El Oro, Esmeraldas, Pichincha e Bolívar) – justamente aquelas que Pérez, antes do acordo com o CNE, pedia auditoria.

Candidato diz que apoia recontagem total em uma província, mas quer revisão parcial em apenas seis - acordo com Yaku Pérez e CNE previa auditoria em 16

Casa de América/FlickrCC

Guillermo Lasso voltou atrás em acordo para recontar votos no Equador

“Parece-me prejudicial e uma perda de tempo abrir 50% das urnas nas outras nove províncias, que o candidato Pérez escolheu unilateralmente, já que ganhou amplamente de mim nelas, e aceito o resultado”, disse. Porém, afirmou que “nunca aceitaria a possível intenção de aumentar ilegalmente o resultado a seu favor e em meu detrimento nessas províncias.”

O candidato Yaku Pérez disse em um tweet que Lasso “não é o mesmo de 2017”, porque, nos últimos quatro anos, “ele cogovernou com o pior governo, o de Moreno [contra quem Lasso disputou o segundo turno na época]. Por isso não tem chance de sucesso ao segundo turno”.

“Por que você está recuando na contagem de votos? O que você e a CNE fizeram que não querem que o Equador saiba? Para você, a política é um jogo, para mim é a oportunidade de mudar a vida de milhões de equatorianos. Abrir as urnas [para recontagem] é defender a democracia “, disse Pérez em outro tweet.