Sábado, 23 de maio de 2026
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Duas testemunhas que participam do atual julgamento do fundador do Wikileaks, Julian Assange, revelaram que o australiano era espionado e vigiado por câmeras 24 horas por dia enquanto estava asilado na embaixada do Equador em Londres.

Desde o dia 7 de setembro, a Justiça britânica está fazendo sessões para autorizar ou não a extradição de Assange para os Estados Unidos, onde há 18 acusações contra ele por divulgação de documentos sigilosos norte-americanos entre os anos de 2010 e 2011.

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As duas pessoas, que estão sob proteção do anonimato por razões de segurança, são ex-funcionários da empresa espanhola UC Global, que cuidava da proteção da embaixada com sistemas de vídeo e eletrônicos.

Recentemente, a mídia da Espanha revelou que o dono da empresa, David Morales, que atualmente está preso, ordenou a instalação de câmeras de segurança com um sistema sofisticado de captação de áudio e a capacidade de registrar encontros reservados realizados por Assange na sede diplomática, em particular, com seus advogados. 

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Revelação foi feita por duas testemunhas que participam do julgamento do fundador do WikiLeaks em Londres

Pamela Drew/Flickr

Justiça britânica está fazendo sessões para autorizar ou não a extradição de Assange para os EUA

Esses encontros, geralmente, ocorriam nos banheiros femininos do prédio. Isso teria sido feito após um pedido da Agência Central de Inteligência dos EUA (CIA).

“Em uma ocasião, Morales disse que os norte-americanos estavam desesperados e sugeriram adotar medidas extremas”, disse a testemunha afirmando que foi discutido um possível rapto ou ainda um envenenamento do fundador do Wikileaks.

O ex-funcionário ainda confirmou que Morales “se comprometeu com as autoridades norte-americanas a fornecer informações confidenciais sobre Assange e sobre o presidente do Equador”. À época, o chefe de Estado equatoriano era Rafael Correa.