Sábado, 16 de maio de 2026
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No 13º dia de protestos no Equador, neste sábado (25/06), a Confederação dos Indígenas do Equador (Conaie), que está à frente da mobilização nacional, garantiu que as paralisações em todo o país serão mantidas, uma vez que as solicitações dos manifestantes ainda não foram atendidas. 

O presidente da Conaie, Leônidas Iza, afirmou que na última sexta-feira (24/06) os movimentos indígenas aguardavam resultados do diálogo com o governo, mas receberam um “violento ataque das Forças Armadas e da Polícia Nacional”.

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“Não vamos a lugar nenhum. Estamos aqui. Precisamos resolver os problemas mais urgentes”, afirmou Iza.

O presidente da Conaie ainda pediu aos manifestantes que se reorganizassem “com calma e sem violência”, anunciando que neste sábado será realizada uma assembleia dos povos para decidir como as 10 demandas continuarão sendo exigidas. 

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Também neste sábado, mulheres amazônicas, indígenas e feministas estão se mobilizando da Universidade Central em direção à Plaza José Martí, no norte de Quito, enquanto outros manifestantes marcham pela Avenida 6 de Diciembre em direção à Zona do Parque El Arbolito.

Organizações de direitos humanos demonstram preocupação com as violações e abusos cometidos durante os 13 dias de protesto

Twitter/Conaie

‘Não vamos a lugar nenhum. Estamos aqui. Precisamos resolver os problemas mais urgentes’, afirma a Conaie

Manifestantes marcham pelo norte de Quito exigindo também o fim da violência nos centros de ajuda humanitária por parte das forças estatais.

Na noite da última sexta-feira, após vários confrontos, a polícia equatoriana atacou o Pavilhão das Artes, onde médicos tratavam os feridos das mobilizações, na tentativa de despejá-los. O local serviu como ponto de atendimento para pessoas feridas ou sufocadas pelo lançamento de bombas de gás lacrimogêneo nos últimos dias. 

Representantes da missão Internacional de Solidariedade e Direitos Humanos e da Aliança de Direitos Humanos do Equador realizaram uma coletiva de imprensa conjunta neste sábado, na qual expressaram preocupação com o nível de violência registrado durante a repressão ao movimento indígena.

Por sua vez, a Missão Internacional de Direitos Humanos, chefiada por Juan Grabois, verificará as graves violações cometidas por agentes do Estado durante os 13 dias de protestos.

“Pedimos a Guillermo Lasso que respeite as zonas de paz e esperamos realizar nosso trabalho com garantias”, disse Grabois.

No entanto, Lasso, anunciou que o governo “usará todos os recursos legais que a lei lhe confere para enfrentar os vândalos e criminosos”.

(*) Com Telesur