Sexta-feira, 29 de maio de 2026
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Depois de anunciar a expulsão de embaixadores de 10 países, incluindo dos Estados Unidos, França e Alemanha, o presidente turco, Recep Tayyip Erdogan, recuou e disse nesta segunda-feira (25/10) que os diplomatas não são mais “persona non grata” na Turquia.

O líder da Turquia desistiu de expulsar os 10 embaixadores que assinaram um apelo pela libertação do opositor Osman Kavala, acusado de participação no fracassado golpe de Estado de 2016.

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De acordo com Erdogan, os embaixadores mencionaram o compromisso com o artigo 41 da Convenção de Viena e “deram um passo atrás”. “Creio que agora serão mais prudentes no futuro”, disse o líder turco, após ter chamado a declaração dos diplomatas de “inaceitável”.

Em seu discurso no fim de uma reunião governamental, Erdogan voltou a atacar o apelo dos embaixadores estrangeiros em apoio a Kavala, detido há mais de quatro anos, falando sobre “declarações infundadas e desrespeitosas” e denunciando um atentado à soberania e ao sistema judicial do seu país.

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“O judiciário turco não recebe ordens de ninguém, não vamos tolerar a interferência de um grupo de embaixadores. Esse desrespeito teve que ser respondido e era meu dever responder, em nome de minha nação e de meu país”, enfatizou Erdogan.

Presidente havia determinado fosse declarado 'persona non grata' aos diplomatas; 'judiciário turco não recebe ordens de ninguém', disse

Pixabay

De acordo com Erdogan, os embaixadores mencionaram o compromisso com o artigo 41 da Convenção de Viena e ‘deram um passo atrás’

Segundo ele, a “intenção não era provocar uma crise”, mas sim proteger a soberania da Turquia.

A crise diplomática tem como ponto central uma carta, divulgada na semana passada, defendendo a libertação imediata do opositor, que está preso desde 2017.

O texto foi assinado pelos embaixadores de Canadá, Dinamarca, França, Alemanha, Noruega, Suécia, Finlândia, Nova Zelândia e Estados Unidos e ressalta uma resolução do Tribunal Europeu de Direitos Humanos exigindo uma resposta rápida para o caso.

No entanto, Erdogan afirma que se tratou de uma intervenção indevida em assuntos internos turcos, algo visto como “irresponsável”.