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Atualizado dia 26/10/2016 às 17h15

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Pela primeira vez em 25 anos, os EUA se abstiveram da votação anual que ocorre na Assembleia Geral da ONU, realizada nesta quarta-feira (26/10), contra o bloqueio comercial e econômico que vigora sobre Cuba.

Representantes do presidente norte-americano, Barack Obama, já haviam avisado que o país iria se abster da votação, realizada anualmente para pedir e pressionar os EUA a removerem o bloqueio — política descrita pela ONU como uma violação de leis e princípios internacionais.

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Agência Efe

Pela primeira vez em 25 anos, EUA se absteve de votar a favor de bloqueio de Cuba

Em 2015, apenas duas das 193 nações da Assembleia Geral votaram pela continuidade da medida: EUA e Israel — que também se absteve na votação de hoje. Nunca mais do que três países, incluindo o próprio EUA, se colocaram a favor do bloqueio durante a votação.

Neste ano, a embaixadora norte-americana no órgão, Samantha Powers, disse que os EUA iriam se abster porque “a política de isolamento não funciona”.

Abstenção já havia sido anunciada por representantes de Obama; embaixadora dos EUA na ONU disse que país ainda tem críticas com relação à ilha

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“Sempre votamos contra essa resolução [de remover o bloqueio]. Hoje iremos nos abster”, afirmou Powers. Segundo ela, porém, esse posicionamento não significa que os EUA não tenham críticas com relação a Cuba, já que afirma que “a ilha ainda pratica graves violações de direitos humanos”, Ela disse, também, que o governo cubano “já fez muito para melhorar”.

A embaixadora afirmou, por fim, que os EUA e Cuba podem trabalhar juntos em diferentes instâncias, como no âmbito da saúde para auxiliar países vulneráveis.

Cuba ainda não se manifestou com relação à abstenção dos EUA, mas Powers recebeu fortes aplausos após declarar a posição de seu país. Para remover o bloqueio de fato, o Congresso norte-americano, de maioria republicana, deve aprovar a medida.