Quinta-feira, 28 de maio de 2026
APOIE
Menu

O Governo de Cuba se contrapôs, nesta quinta-feira (09/05), à medida dos Estados Unidos de absolver Alexánder Alazo, responsável pelo ataque à embaixada cubana em Washington, em 2020.

Por meio do Ministério das Relações Exteriores, o governo cubano emitiu um comunicado sobre a decisão norte-americana, denunciando que os Estados Unidos “continuam protegendo terroristas”.

Tudo que a grande mídia não mostra, do seu jeito.

Ícone Newsletter

Newsletter

Notícias internacionais, com análise crítica e independente. Sem filtros.
Ícone WhatsApp

Canal do WhatsApp

O mundo em movimento direto no seu celular. Informação pronta para compartilhar
Ícone YouTube

OM no YouTube

Opinião, contexto e coragem jornalística. Tudo no nosso canal. Sintonize em Opera Mundi

A pasta indicou que o ataque causou danos materiais no exterior e no interior do edifício, além de colocar em perigo a vida de várias pessoas que se encontravam no interior da sede.

“O próprio Alazo confessou que atacou com a intenção de atingir tudo o que estivesse à sua frente, até mesmo seres humanos. Foi um ato terrorista na capital dos Estados Unidos contra uma sede diplomática permanente”, instou o ministério.

Mais lidas

O governo cubano ainda acusou os EUA de “politizar o ataque desde os primeiros momentos”, o que levou a um “moroso processo de análise de fatos comprovados”.

“Estes atos terroristas são um resultado direto da política e do discurso agressivo do governo dos Estados Unidos contra Cuba, da instigação permanente da violência e do ódio por parte de políticos norte-americanos e de grupos extremistas anticubanos”, finalizou o comunicado.

Wikicommons/ Motor de diferença
Na madrugada de 30 de abril de 2020, Alexander Alazo Baró disparou 32 balas de um fuzil semiautomático AK-47 contra a sede diplomática cubana em Washington

Por sua vez, o chanceler cubano Bruno Rodríguez reiterou a nota em suas redes sociais: “Expressamos profunda preocupação com a decisão de absolver Alexander Alazo pelo seu ataque terrorista contra a embaixada cubana em 30 de abril de 2020”, disse o ministro.

O chanceler sustentou que a decisão, emitida em 1º de maio, mas tornada pública recentemente, “constitui uma perigosa mensagem de impunidade para aqueles que propõem ações violentas contra sedes diplomáticas em Washington”, como o ocorrido em setembro de 2023, com coquetéis molotov.

Na madrugada de 30 de abril de 2020, Alexander Alazo Baró, de origem cubana e morador dos Estados Unidos desde 2010, disparou 32 balas de um fuzil semiautomático AK-47 contra a sede diplomática cubana em Washington.

A decisão de absolvição, emitida por um juiz do Tribunal do Distrito de Colúmbia dos Estados Unidos, e proferida no último 1º de maio, foi baseada no argumento de que Alazo “não estava em posse de suas faculdades mentais”.

(*) Com TeleSUR