Segunda-feira, 25 de maio de 2026
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A vacina contra o novo coronavírus desenvolvida pela Universidade de Oxford e pela farmacêutica anglo-sueca AstraZeneca é a primeira a ter resultados preliminares da fase final dos testes publicados nesta terça-feira (08/12) em uma revista científica, os dados foram divulgados na The Lancet.

Segundo as informações preliminares da fase 3, que ainda não terminou, o imunizante funciona em uma média de 70,4% dos casos, com eficácia de 62% na amostra que recebeu duas doses completas e 90% em quem recebeu meia dose seguida de uma dose completa.

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Desta forma, 90% das pessoas que recebem a vacina contra a covid-19 ficam protegidas. O artigo ainda aponta que o imunizante mostrou-se capaz de evitar a progressão para casos graves da doença.

“Nossas descobertas indicam que a eficácia da nossa vacina excede os limites estabelecidos pelas autoridades de saúde e pode ter um impacto potencial na saúde pública”, afirma Andrew Pollard, principal autor do estudo e professor da Universidade de Oxford.

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Imunizante funciona 70,4%, com eficácia de 62% na amostra que recebeu duas doses completas e 90% em quem recebeu meia dose seguida de uma dose completa

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Artigo ainda aponta que o imunizante mostrou-se capaz de evitar a progressão para casos graves da doença

A eficácia mínima exigida por órgãos como a Organização Mundial da Saúde (OMS) e a agência reguladora norte-americana (FDA) para que a vacina seja aprovada é de 50%.

Apesar dos resultados positivos, a eficácia da vacina entre idosos, um dos grupos de maior risco para o novo coronavírus, não pôde ser avaliada e só será conhecida depois de mais análises, de acordo com os autores da publicação. Para os pesquisadores, os participantes com 56 anos ou mais foram incluídos no estudo em fase posterior.

Brasil

A vacina de Oxford é uma das quatro que estão sendo testadas no Brasil. Ao todo, 30 milhões de doses devem ser entregues até o fim de fevereiro de 2021, enquanto que outras 70 milhões, até o próximo mês de julho. A expectativa é que mais 110 milhões de doses do imunizante sejam produzidas no segundo semestre do ano que vem.

Nesta terça, inclusive, o ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, afirmou que a previsão é de que o registro da vacina de Oxford fique pronto no fim de fevereiro.