Segunda-feira, 26 de janeiro de 2026
APOIE
Menu

Atualizada às 21h

A Johns Hopkins University voltou a exibir na noite deste sábado (06/06) o Brasil em seu balanço geral de dados de covid-19 após, no final da tarde, excluir o país da listagem por conta das modificações feitas sob ordens do presidente Jair Bolsonaro na divulgação da contabilidade de casos da doença.

A instituição usa, entre outros, os dados da página do governo para fazer as totalizações de seus números, segundo o banco de fontes disponível na página da instituição

Com a volta dos dados, o Brasil figura em segundo lugar no número de casos, só atrás dos Estados Unidos, e em terceiro em mortes, atrás de EUA e Reino Unido.

Segundo a rádio CBN, a Johns Hopkins disse que o Brasil havia sido excluído justamente por causa da suspensão temporária da divulgação de casos e óbitos feita pelo governo federal.

A página oficial do governo só voltou ao ar nesta tarde, após ter sido derrubado para “manutenção” na sexta (05/06), dia em que o governo atrasou divulgação do boletim sobre a doença pelo segundo dia consecutivo. No boletim de sexta, já não constava o número total de mortes e casos confirmados, apenas aqueles que foram registrados nas últimas 24h.

Instituição usa, entre outros, os dados da página do governo (que só voltou ao ar neste sábado) para fazer as totalizações de seus números, segundo o banco de fontes disponível no site da instituição

O site oficial, no entanto, passou a omitir o número total de óbitos pela doença e casos confirmados, apresentando apenas as informações diárias sobre o vírus.

Na página, o governo informa que “o processo de atualização dos dados sobre casos e óbitos confirmados por covid-19 no Brasil é realizado diariamente pelo Ministério da Saúde através das informações oficiais repassadas pelas Secretarias Estaduais de Saúde das 27 Unidades Federativas brasileiras” e que esses “dados fornecidos pelos Estados são consolidados e disponibilizados publicamente todos os dias, em torno das 19h”.

No começo da pandemia, o ministério divulgava as informações até as 17 horas, com coletivas de imprensa para detalhar os dados.

O presidente Jair Bolsonaro justificou o atraso nas divulgações do ministério. De acordo com ele, trata-se de uma “adequação”.

(*) Com Revista Fórum