Terça-feira, 27 de janeiro de 2026
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O Ministério de Saúde da Rússia anunciou nesta terça-feira (08/09) a liberação para uso na população em geral do primeiro lote da Sputnik V, a vacina desenvolvida pelo Centro de Pesquisa em Epidemiologia e Microbiologia russo contra o novo coronavírus.

Em comunicado, o Ministério garantiu que o medicamento passou por todos os teste necessários e será entregue às regiões do país.

“O primeiro lote de uma vacina para a prevenção de uma nova infecção por coronavírus 'Gam-Covid-Vak' ('Sputnik V'), desenvolvida pelo Centro de Pesquisa em Epidemiologia e Microbiologia em homenagem a V.I. Gamaleya, do Ministério da Saúde da Rússia, passou nos testes de qualidade necessários nos laboratórios de Roszdravnadzor e foi lançado em circulação civil”, informou a pasta.

Ainda segundo Moscou, “a entrega dos primeiros lotes da vacina para as regiões está prevista para um futuro próximo”. 

Na última sexta-feira (04/09), a revista científica The Lancet publicou os resultados das primeiras duas fases dos testes da vacina russa, que mostravam a eficácia do medicamento.

De acordo com os resultados dos testes clínicos da primeira e segunda fases, não foram detectados pelos especialistas efeitos indesejados graves da vacinação por nenhum dos critérios de avaliação.

Anúncio foi feito pelo Ministério da Saúde do país que garantiu que o medicamento 'passou nos testes de qualidade necessários'

Pixabay

Anúncio foi feito pelo Ministério da Saúde do país que garantiu que o medicamento ‘passou nos testes de qualidade necessários’

Denis Logunov, vice-diretor do Centro Gamaleya, garante que se observa imunidade humoral e resposta imunológica celular em 100% dos vacinados, o que é suficiente para proteger o ser humano de forma eficaz contra a infeção pelo coronavírus.

“O nível de anticorpos nos voluntários vacinados foi 1,4-1,5 vezes maior do que nas pessoas que adoeceram e venceram a doença. Como comparação, a empresa farmacêutica britânica AstraZeneca obteve um nível de anticorpos nos voluntários vacinados praticamente igual ao nível de anticorpos daqueles que adoeceram após infecção pelo coronavírus”, publicou a revista, citando Logunov.