Terça-feira, 27 de janeiro de 2026
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A terceira fase dos ensaios clínicos da vacina russa Sputnik V contra o novo coronavírus começou nesta quarta-feira (09/09). Segundo o ministro da Saúde russo, Mikhail Murashko, esta fase de testes do medicamento desenvolvido pelo Centro Nacional de Pesquisa de Epidemiologia e Microbiologia Gamaleya contará com a participação de 40 mil voluntários e terá duração de 180 dias.

Em nota, o Ministério da Saúde russo afirmou que “o estado de saúde dos voluntários do estudo será monitorado por meio de um aplicativo especialmente desenvolvido, e os dados sobre sua saúde e possíveis reações adversas serão inseridos em um registro especial”.

“Dentro de três dias após a introdução da vacina, cada participante do estudo terá que preencher um questionário em um aplicativo móvel diariamente, contendo perguntas sobre sua saúde e bem-estar”, informou a pasta.

Característica desta fase de testes, o medicamento será administrado em uma grande quantidade de pessoas com o objetivo de obter mais informações sobre a segurança e eficácia da vacina. Segundo o Ministério da Saúde do país, cerca de 30 mil dos voluntários receberão uma dose da Sputnik V, enquanto que os outros receberão um placebo.

O início da terceira fase de testes vem um dia após o governo russo anunciar a liberação do primeiro lote de vacinas para uso da população em geral. Segundo as autoridades sanitárias, o medicamento estará disponível em alguns dias.

A Rússia registrou oficialmente sua vacina contra a covid-19, a Sputnik V, no dia 11 de agosto. O medicamento já completou duas fases de testes e teve seus resultados publicados no início de setembro pela revista científica The Lancet, quando foi comprovada sua eficácia e segurança.

Ministério da Saúde do país afirmou que possíveis reações adversas nos 40 mil voluntários serão monitoradas por um aplicativo

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Ministério da Saúde do país afirmou que possíveis reações adversas nos 40 mil voluntários serão monitoradas por um aplicativo

De acordo com os resultados dos testes clínicos da primeira e segunda fases, não foram detectados pelos especialistas efeitos indesejados graves da vacinação por nenhum dos critérios de avaliação.

Denis Logunov, vice-diretor do Centro Gamaleya, garante que se observa imunidade humoral e resposta imunológica celular em 100% dos vacinados, o que é suficiente para proteger o ser humano de forma eficaz contra a infeção pelo coronavírus.

“O nível de anticorpos nos voluntários vacinados foi 1,4-1,5 vezes maior do que nas pessoas que adoeceram e venceram a doença. Como comparação, a empresa farmacêutica britânica AstraZeneca obteve um nível de anticorpos nos voluntários vacinados praticamente igual ao nível de anticorpos daqueles que adoeceram após infecção pelo coronavírus”, publicou a revista, citando Logunov.

Da mesma forma, o Centro Gamaleya afirma que, no contexto dos testes clínicos da Sputnik V, em todos os voluntários se desenvolveu a imunidade celular T, representada tanto por células CD4+, como por células CD8+. Estas células permitem reconhecer e destruir as células infectadas pelo coronavírus.

*Com Sputnik