Terça-feira, 27 de janeiro de 2026
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A farmacêutica AstraZeneca e a universidade de Oxford anunciaram neste sábado (12/09) a retomada dos testes clínicos da candidata a vacina contra o novo coronavírus Sars-CoV-2 no Reino Unido.

A decisão foi tomada após a confirmação da Autoridade Reguladora de Saúde de Medicamentos (MHRA) de que era seguro voltar a fazer os ensaios. Eles haviam sido interrompidos após um voluntário apresentar uma reação adversa grave.

De acordo com comunicado da empresa, a paralisação dos testes ocorreu para ser realizada uma revisão dos dados de segurança por comitês independentes.

“O comitê do Reino Unido concluiu suas investigações e recomendou à MHRA que os ensaios no Reino Unido podem ser retomados com segurança”, afirma a nota.

A AstraZeneca ainda ressaltou que “está comprometida com a segurança dos participantes do estudo e os mais altos padrões de conduta em estudo clínicos”. Desta forma, “continuará a trabalhar com as autoridades de saúde em todo o mundo e será orientada quanto e quando outros testes clínicos podem ser retomados para fornecer a vacina de forma ampla, equitativa e sem lucro”.

O Brasil é um dos países do mundo que participa do estudo global de umas das principais candidatas a vacina contra a covid-19. No entanto, para os testes serem retomados, é preciso ainda a liberação da Anvisa e do Comitê Nacional de Ética e Pesquisa (Conep). A Anvisa foi comunicada oficialmente pela MHRA e estuda a retomada dos testes no país.

Criada pela Universidade de Oxford, a ChAdOx1 nCoV-19 é considerada uma das mais promissoras vacinas anti-Covid, tendo sido a “aposta” favorita de diversos governos do mundo – incluindo os Estados Unidos, Brasil e União Europeia.

Testes haviam sido interrompidos após voluntário apresentar reação adversa grave; autoridades disseram que retomada seria segura

Fiocruz/Reprodução

AstraZeneca e Oxford retomaram testes com vacina contra covid-19