Segunda-feira, 26 de janeiro de 2026
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A Organização Mundial da Saúde (OMS) anunciou nesta quinta-feira (09) a criação de um comitê independente para investigar a gestão da entidade durante a pandemia do novo coronavírus.

Segundo o anúncio do diretor-geral do órgão, Tedros Adhanom Ghebreyesus, o grupo será liderado pela ex-premier da Nova Zelândia Helen Clark e pela ex-presidente da Libéria Ellen Johnson Sirleaf. Os resultados da investigação serão divulgados em uma assembleia geral em novembro.

Ao anunciar a criação do comitê, Ghebreyesus ressaltou que esse tipo de análise também deve ser feita por todos os governos globais.

“Todos nós temos o dever de olhar no espelho. A OMS, os Estados-membros, todos aqueles que foram envolvidos na resposta à crise. Estamos combatendo a batalha da nossa vida e precisamos fazer melhor. Não só agora, mas também no futuro. Esse tipo de ameaça não cessará e, com toda a probabilidade, se tornará mais agressiva”, ressaltou o diretor.

O líder da OMS reconheceu que “o mundo não estava pronto” para uma pandemia como essa, mesmo que “por muitos anos, muitos de nós alertaram sobre o grande perigo de uma catastrófica pandemia respiratória”. “Isso não era uma questão de 'se', mas de 'quando'”, pontuou ainda.

Resultados da investigação serão divulgados em uma assembleia geral em novembro

Greg Martin/COI

OMS vai iniciar investigação interna sobre ações na pandemia

União entre nações

Ghebreyesus ainda voltou a pedir a união entre as nações para derrotar a Covid-19, afirmando que a única maneira de derrotá-la é “permanecer juntos”.

“O único caminho a seguir é a da unidade. O vírus prospera nas divisões, mas é alvo de obstáculos quando somos unidos. A maior ameaça agora não é o vírus em si, mas a falta de amizade e solidariedade em níveis globais e nacionais. Não podemos derrotar essa pandemia em um mundo dividido”, ressaltou.

A OMS foi duramente criticada pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que afirmou que a entidade estava muito próxima da China e não deu a resposta adequada no início da pandemia. Por conta disso, ele oficializou a saída da nação do quadro de Estados-membros da OMS.

Matérias da mídia norte-americana também afirmaram, em falas que foram negadas posteriormente, que houve muita pressão interna de diretores contra Pequim, que teria demorado a passar o código genético do novo vírus e informações iniciais sobre a covid-19.

No entanto, a União Europeia e os países asiáticos sempre defenderam a OMS, ressaltando o fato do novo coronavírus causar uma doença completamente desconhecida. Porém, todos foram unânimes em fazer essa investigação para analisar tanto como foi a resposta de maneira geral como se ela foi feita de maneira rápida e clara com as informações que estavam disponíveis no momento.

Conforme dados do Centro Universitário Johns Hopkins, já são mais de 12 milhões de casos da covid-19 registrados no mundo desde janeiro, com 550.135 mortes confirmadas.