Segunda-feira, 25 de maio de 2026
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O governo da Bolívia anunciou nesta quinta-feira (01/04) o fechamento da fronteira com o Brasil durante o prazo de sete dias para conter a variante brasileira do novo coronavírus.

Segundo o presidente boliviano Luis Arce, a decisão serve como uma “medida de proteção” à população que vive na região fronteiriça.

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“Como parte das medidas de proteção à população, instruímos o fechamento temporário das fronteiras com o Brasil por sete dias. Os Ministérios da Saúde, do Governo e das Relações Exteriores providenciarão o fechamento temporário de outros pontos, com base na situação epidemiológica”, disse Arce. 

De acordo com o ministro da Saúde boliviano, Jeyson Auza, a medida passa a valer a partir da meia-noite de sexta-feira (02/04). Ainda segundo Auza, será permitido a passagem pelos postos de fronteira com o Brasil por um determinado período de tempo apenas com fins comerciais.

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“Também devemos estabelecer que, conhecendo as características das populações que vivem na fronteira, não se pode tomar medidas que prejudiquem a economia, portanto, enquanto durar esse fechamento das fronteiras, está autorizado que exista diariamente trânsito fronteiriço pelo período de três horas”, disse. 

Segundo o presidente boliviano Luis Arce, decisão é temporária e serve como uma "medida de proteção" à população que vive na região fronteiriça

ABI

Segundo o presidente boliviano Luis Arce, decisão serve como uma "medida de proteção" à população que vive na região fronteiriça

O vice-ministro de Comércio Exterior, Benjamín Blanco, também comentou sobre os impactos econômicos das restrições e garantiu que o fechamento de fronteiras não afetará a dinâmica comercial da população local.

“A população fronteiriça é uma população só, mesmo que esteja dividida por uma fronteira. Deve ser considerada como única porque praticamente parte das famílias vivem de um lado da fronteira e a outra parte, do outro lado, é uma realidade muito singular”, disse. 

Blanco também afirmou que todos os veículos que cruzarem os postos fronteiriços nesse período “devem cumprir com protocolos internacionais”.

“É obrigatório que o motorista faça um teste PCR, assim como os ajudantes. Em alguns casos, de deve higienizar a mercadoria que transportam, dependendo do tipo”, afirmou o vice-ministro.