Domingo, 10 de maio de 2026
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O subsecretário do Interior do Chile, Rodrigo Ubilla, confirmou nesta quarta-feira (23/10) que o número de mortos em decorrência das manifestações contra o governo chegou a 18. A informação vem após o quarto dia de toque de recolher, decretado pelo governo de Sebastián Piñera nas maiores cidades do país.

Segundo o subsecretário, entre as vítimas fatais há uma criança de quatro anos, que morreu após um veículo atropelar manifestantes que protestavam pacificamente em San Pedro de La Paz.

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De acordo com Ubilla, 438 pessoas foram detidas no horário em que estava estipulado o toque de recolher . O subsecretário ainda informou que há 105 civis feridos e também 95 soldados da Forças Armadas e da polícia machucados.

No entanto, o Instituto Nacional de Direitos Humanos (INDH) do país contabiliza que 2.138 pessoas foram detidas nos últimos dias. O órgão ainda aponta que há 376 feridos, dos quais 173 são ferimentos por arma de fogo, e 5 mortes ocorridas por “agentes do Estado”.

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O jornal El Mostrador afirmou que, segundo a família de uma das vítimas, um homem faleceu em decorrência de golpes que recebeu de policiais chilenos.

Governo fala em ao menos 210 feridos, entre civis e militares, e 438 presos; órgão de direitos humanos, no entanto, diz que há mais de 2.000 detidos em decorrência dos protestos

CUT Chile/Reprodução

Marcha convocada por organizações sociais na Plaza Italia

Greve geral

Centrais sindicais, movimentos populares e organizações estudantis do Chile anunciaram nesta terça-feira (22/10) a convocação de uma greve geral entre os dias 23 e 24 de outubro contra o governo de Piñera.

Em comunicado, a Central Única dos Trabalhadores (CUT) do Chile afirmou que a greve geral “é o maior instrumento que os trabalhadores têm para a defesa dos interesses”. Segundo a organização, estão previstas “marchas desde as 10h30, orientadas pela massividade, ordenadas, pacíficas e com bandeiras sindicais”.

Por sua vez, o comunicado emitido pela Unidade Social, conglomerado que reúne mais de 50 movimentos populares, afirmou que a paralisação reivindicada “a imediata suspensão do estado de emergência e o retorno dos militares aos quartéis”.