Domingo, 10 de maio de 2026
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O Kremlin espera que os Estados Unidos não tomem nenhuma medida que possa desestabilizar a situação na Venezuela e no Caribe, disse o porta-voz da presidência russa, Dmitry Peskov, nesta sexta-feira (14/11).

“Esperamos que nenhuma medida seja tomada que possa desestabilizar a situação no Caribe e ao redor da Venezuela. E que tudo seja feito de acordo com o direito internacional, embora, em muitas partes do mundo, o direito internacional esteja atualmente em um estado deplorável”, declarou segundo a rede de televisão russa, RT.

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Essa foi a reação dele ao anúncio do Pentágono sobre a “Operação Lança Sul”. Segundo o Secretário de Guerra dos EUA, Pete Hegseth, a missão visa “eliminar os narcoterroristas do nosso hemisfério e proteger nossa pátria das drogas que estão matando nosso povo”.

Anteriormente, o ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergey Lavrov, declarou que as ações da Casa Branca “não levarão a nada de bom”. Ao classificar a destruição de navios sem “julgamento ou devido processo legal” como inaceitável, o ministro afirmou que “é assim que agem os estados párias”. Ele também alertou que a política do governo Trump “não melhorará a reputação de Washington na comunidade internacional”.

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Sergey Fadeichev/ TASS

Operação Lança Sul

O governo Trump anunciou nesta quinta-feira (13/11) a “Operação Lança Sul” alegando o combate ao narcotráfico na América Latina. A ofensiva ocorre em meio à escalada militar do país no Caribe e a chegada do maior porta-aviões do mundo na região.

A operação será realizada a partir do Comando Sul das Forças Armadas, que gerencia as ações militares dos Estados Unidos em 31 países da América do Sul, América Central e Caribe.

O presidente venezuelano Nicolás Maduro acusou Washington de tentar depô-lo para instalar um governo subordinado aos Estados Unidos, visando controlar os recursos naturais do país. Ele se reuniu com jovens venezuelanos e denunciou a “campanha de pressão política, militar e psicológica” liderada pela Casa Branca e pela Agência Central de Inteligência (CIA) para justificar uma intervenção no país.

Agressões dos EUA

Em agosto, os Estados Unidos enviaram navios de guerra, um submarino, caças e tropas para a costa da Venezuela, com a justificativa de combater o narcotráfico. Desde então, vários bombardeios foram realizados contra embarcações suspeitas de transportar drogas no Mar do Caribe e no Oceano Pacífico, resultando em dezenas de mortes.

O bombardeio de pequenas embarcações também foi criticado pelos governos da Colômbia, México e Brasil, bem como por especialistas das Nações Unidas, que apontaram que se tratam de “execuções sumárias” contrárias ao que está consagrado no direito internacional.

O Alto Comissário das Nações Unidas para os Direitos Humanos, Volker Türk, condenou os ataques norte-americanos contra pequenas embarcações, que deixaram mais de 60 mortos.