Domingo, 10 de maio de 2026
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O programa 20 MINUTOS desta segunda-feira (24/07) entrevistou o jornalista Maurício Stycer, autor do livro “O homem do sapato branco: a vida do inventor do mundo cão na televisão brasileira”, lançado recentemente pela Editora Todavia.

A obra conta a história de um dos personagens mais controversos da história do jornalismo brasileiro: o repórter Jacinto Figueira Júnior, que fez sucesso na televisão entre os Anos 60 e 90, além de ter sido também deputado estadual por São Paulo – um dos sete mais votados na eleição de novembro de 1966.

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Segundo Stycer, Jacinto “se autoproclamou dessa forma, como ‘inventor do mundo cão’, fazendo uma referência ao filme ‘Mondo Cane’, que é um documentário de um trio de cineastas italianos (Gualtiero Jacopetti, Franco Prosperi e Paolo Cavara) lançado em 1962, que chegou ao Brasil em 1964, e quando ele assistiu, ele disso ‘o mundo cão sou eu, é isso o que eu faço”.

“O formato (televisivo) buscado pelo Jacinto partia da ideia de ‘ir para a rua e mostrar a realidade’, mesmo que essa realidade signifique uma exposição de intimidade ou de privacidade, ou às vezes até pior, uma encenação da realidade”, contra o crítico de televisão

Jornalista e crítico de televisão está lançando livro sobre uma das figuras mais controversas da história da televisão brasileira; veja vídeo na íntegra

Portal dos Jornalistas

Maurício Stycer lançou livro sobre o jornalista Jacinto Figueira Júnior, conhecido como ‘o homem do sapato branco’

Stycer conta que o apelido de Jacinto surgiu a partir do seu programa na TV Globo, chamado  “O Homem do Sapato Branco” que nasceu da intenção de dar ao apresentador a imagem de malandro.

“O Jacinto era mesmo um malandro, mas mais no sentido da boemia, não um malandro no sentido criminoso. Ele tinha um jeitão, antes mesmo de entrar para a televisão já era conhecido como o malandro da noite, da vida noturna”, explica.

O livro também retrata a passagem do “homem do sapato branco” e por diversos canais, como Cultura, Record, SBT e Bandeirantes

“Há três tipos de programa que derivam das experiências televisivas que o Jacinto fazia. Primeiro, o formato de programa policial propriamente dito, que inspirou figuras como o Alborghetti e o Ratinho. O segundo tipo é o programa de defesa do consumidor, que é algo que o Celso Russomanno vai fazer nos Anos 90, mas o Jacinto fez nos Anos 60. O terceiro formato que pode se considerar um pouco como ‘filhote’ do Jacinto é esse dos programas de barraco dentro do estúdio, que vai ser feito anos depois pela Márcia Goldschmidt e pela Christina Rocha, que até recentemente tinha o ‘Casos de Família’, no SBT, que era nessa linha”, recorda Stycer.