Domingo, 10 de maio de 2026
APOIE
Menu

O programa 20 MINUTOS desta quarta-feira (06/09) entrevistou o historiador e ex-deputado federal Manuel Domingos Neto, reconhecido pesquisador da organização militar brasileira.

O acadêmico lançou recentemente o livro O que fazer com o militar: anotações para uma nova defesa nacional, pela editora Gabinete de Leitura, que traz propostas sobre como os setores progressistas brasileiros devem lidar com as Forças Armadas e sua crescente participação na política brasileira, a partir do governo de Jair Bolsonaro (2019-2023).

Tudo que a grande mídia não mostra, do seu jeito.

Ícone Newsletter

Newsletter

Notícias internacionais, com análise crítica e independente. Sem filtros.
Ícone WhatsApp

Canal do WhatsApp

O mundo em movimento direto no seu celular. Informação pronta para compartilhar
Ícone YouTube

OM no YouTube

Opinião, contexto e coragem jornalística. Tudo no nosso canal. Sintonize em Opera Mundi

Segundo Domingos Neto, “muita gente fala em reforma militar, mas ela não será possível sem uma revisão do serviço militar, sem a redefinição espacial das tropas, sem discutir sobre a supremacia aeronaval e um encolhimento do efetivo do Exército. Enquanto nós tivemos 80% do orçamento (militar) gasto em pessoal, nós não vamos ter condições de nos defender nunca. Esse livro aborda essas questões”.

 

Mais lidas

O historiador também ressalta a importância de o Estado definir com mais claridade a missão das Forças Armadas. “Se o Estado não estabelecer claramente qual é o papel do militar, ele mesmo é quem vai definir as suas atribuições, e vai exercer pressão sobre outros setores”.

Historiador falou sobre seu novo livro ‘O que fazer com o militar: anotações para uma nova defesa nacional’; veja entrevista na íntegra

Fundação Maurício Grabois

Domingos Neto lançou recentemente o livro ‘O que fazer com o militar: anotações para uma nova defesa nacional’

Domingos Neto enfatizou que seu novo livro foi pensado para a ajudar a sociedade brasileira a entender a importância de estudar a questão militar.

“Não é um livro acadêmico. Também não é um livro para militares. O que eu busco é qualificar um pouco o debate, porque se não há partidos políticos e grupos de pressão capazes de fazer esse debate. O governo é uma arena de disputa e as pessoas precisam estar preparadas para opinar”, comentou o historiador.

Durante a conversa, o convidado respondeu perguntas dos espectadores sobre a relação do Governo Lula com as Forças Armadas ao longo dos oito meses de seu terceiro mandato, e também sobre o clima entre os dois setores às vésperas do feriado de 7 setembro.