Domingo, 10 de maio de 2026
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O frade dominicano, jornalista e escritor Frei Betto defendeu a necessidade de enquadrar as igrejas brasileiras e as religiões no sistema tributário, caso contrário o crime organizado continuaria sendo impulsionado no país. 

“Sou a favor de cobrar impostos das religiões. É uma falha que está favorecendo muitas corporações criminosas para lavar o dinheiro o fato de poder fundar uma igreja hoje no Brasil e ficar isento de tributos. Isso só favorece o crime organizado”, afirmou Frei Betto, em entrevista ao programa 20 MINUTOS, de Opera Mundi, na última quarta-feira (03/07).

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Em conversa com o apresentador e diretor de redação de Opera Mundi, Haroldo Ceravolo Sereza, o frade se autodeclarou um religioso “rebelde” ao criticar instituições que prezam o poder e sustentam a teologia do domínio, procurando “se apropriar do Estado e voltar àquela época medieval em que o Estado foi confessionalizado”.

“O Estado tem que ser laico. O Estado tem que representar toda a população. O Estado não pode ser de uma determinada religião, como acontece com o Estado de Israel, que é um Estado confessional. O equilíbrio consiste em não partidarizar as religiões”, explicou Frei Betto, destacando que a ideia não anula a necessidade de respeitar a liberdade religiosa e propiciar o pleno exercício das religiões.

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Reprodução/SESC-SP
O frade dominicano, jornalista e escritor brasileiro Frei Betto defendeu a tributação das instituições religiosas, assim como a obrigação do Estado, como receptor de impostos, cumprir seus deveres

Nesse sentido, Frei Betto defendeu a tributação das igrejas, sendo que o Estado deve necessariamente assumir os seus deveres frente aos direitos dos cidadãos, uma vez que os impostos são sua “única fonte de renda”.

“Como acontece em países nórdicos, na Noruega, na Dinamarca, onde você paga muito imposto, mas em compensação você tem um retorno maravilhoso em termos de educação, saúde e transporte. Precisamos ter essa visão de que o cidadão tem os seus direitos e, o Estado, seus deveres”, acrescentou.

Confira o trecho da entrevista do 20 MINUTOS: