Domingo, 10 de maio de 2026
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Convidado do programa 20 MINUTOS do canal Opera Mundi no YouTube desta sexta-feira (04/04), o historiador Gustavo Gaiofato fez uma ampla análise sobre a influência dos discursos da extrema direita na população brasileira.

“Quando olhamos as condições do trabalhador com carteira assinada no Brasil, que recebe R$1.800 por mês, trabalha na escala 6×1 e está em uma situação econômica cadente, ele obviamente vai se sensibilizar com a possibilidade de ser seu próprio patrão e não ter horários determinados. Mas, na verdade, isso são maquiagens para uma precarização cada vez maior do trabalho”, afirmou em entrevista ao jornalista Breno Altman.

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Dando exemplo de figuras como Pablo Marçal, empresário e influenciador brasileiro, o também professor afirma que esse tipo de “orientação político-ideológica” visa “dar existência às massas de excluídos” por meio de um “discurso supostamente emancipador”.

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“Citando [o cientista político e historiador] Michael Parenti, isso é uma aura revolucionária com um conteúdo podre dentro. É a ideia de que você não é um trabalhador, mas sim um empresário ou um pequeno proprietário, de que você precisa alcançar esse lugar na vida de sucesso econômico. E isso se demonstrou um fenômeno bastante poderoso”, declarou Gaiofato, conhecido pelo canal História Cabeluda, recentemente rebatizado com o seu próprio nome.

Ao retomar o nome de Marçal na entrevista com o fundador de Opera Mundi, Gaiofato lembra que grande parte de seus apoiadores que “compram seu discurso” são parte da juventude extremamente precarizada pelas condições de trabalho.

O historiador, que também é militante do PCBR (Partido Comunista Brasileiro Revolucionário), ainda sugeriu formas de combater “de forma estrutural” esse tipo de movimento que ganha força e está no ideário da juventude brasileira. Para entender mais sobre o assunto, assista a entrevista completa no canal de Opera Mundi no YouTube.